HSM - Hospital Santa Marta (DF) — Prova 2020
Uma paciente de 35 anos de idade, G4A4, comparece à consulta para investigação de abortamento habitual. Relata que todos os abortamentos foram diagnosticados entre a 6ª e 8ª semana de gestação, e refere ter sido submetida a curetagens sem intercorrências após os quatro abortamentos. Ao ser questionada quanto à data da última menstruação, ela informa que não menstruou mais desde o último esvaziamento uterino há dois anos. Optou-se pela realização de histeroscopia que evidenciou sinéquias uterinas. Nesse caso clínico, o diagnóstico mais provável é síndrome de
Amenorreia secundária + abortamento habitual + história de curetagem + sinéquias uterinas = Síndrome de Asherman.
A Síndrome de Asherman é caracterizada pela formação de sinéquias (aderências) intrauterinas, geralmente após trauma endometrial como curetagem. Isso leva a amenorreia, abortamento de repetição e infertilidade, pois impede a implantação e o desenvolvimento gestacional.
A Síndrome de Asherman é uma condição caracterizada pela formação de sinéquias (aderências) intrauterinas, que podem variar de finas e membranosas a espessas e fibrosas. Essas aderências resultam de um trauma no endométrio basal, impedindo sua regeneração normal. A causa mais comum é a curetagem uterina vigorosa, especialmente após abortos ou partos, mas também pode ocorrer após miomectomias, infecções uterinas graves ou outros procedimentos intrauterinos. Clinicamente, a síndrome se manifesta por amenorreia ou hipomenorreia (ausência ou diminuição do fluxo menstrual), infertilidade secundária e abortamentos de repetição, como no caso da paciente. A presença das sinéquias impede a implantação adequada do embrião e o desenvolvimento gestacional, ou causa a interrupção precoce da gravidez. O diagnóstico definitivo é feito por histeroscopia, que permite a visualização direta e a classificação das aderências. O tratamento consiste na lise histeroscópica das sinéquias, seguida de medidas para prevenir a recorrência, como a inserção de um balão intrauterino ou DIU e terapia hormonal com estrogênio para promover a reepitelização endometrial. O prognóstico reprodutivo depende da extensão e gravidade das aderências.
Os sintomas mais comuns incluem amenorreia (ausência de menstruação), hipomenorreia (menstruação escassa), infertilidade secundária e abortamentos de repetição, todos resultantes das aderências intrauterinas.
A principal causa é o trauma endometrial, geralmente após procedimentos intrauterinos como curetagem pós-aborto ou pós-parto, miomectomia histeroscópica ou infecções uterinas graves.
O diagnóstico é confirmado por histeroscopia, que visualiza as sinéquias. O tratamento consiste na lise histeroscópica das aderências, seguida pela inserção de um balão intrauterino ou DIU e terapia hormonal para promover a cicatrização adequada do endométrio.
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