FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2021
Uma paciente de 28 anos, queixa-se de amenorréia após uma curetagem uterina para tratamento de sangramento pós-parto. Qual o diagnóstico mais provável?
Amenorreia pós-curetagem → Síndrome de Asherman (sinéquias uterinas).
A Síndrome de Asherman é a causa mais provável de amenorreia secundária após curetagem uterina, especialmente se associada a sangramento pós-parto. A curetagem pode lesar o endométrio basal, levando à formação de sinéquias intrauterinas.
A Síndrome de Asherman é uma condição ginecológica caracterizada pela presença de aderências ou sinéquias intrauterinas, que resultam de trauma ou infecção na cavidade uterina. É uma causa importante de amenorreia secundária, infertilidade e abortos de repetição. A história clínica de amenorreia após uma curetagem uterina, especialmente para sangramento pós-parto, é altamente sugestiva deste diagnóstico. A fisiopatologia envolve a lesão da camada basal do endométrio, que é a camada responsável pela regeneração endometrial. Procedimentos como curetagem uterina, miomectomia, cesariana ou infecções uterinas (endometrite) podem causar essa lesão, levando à formação de tecido cicatricial fibroso que une as paredes uterinas, obliterando parcial ou totalmente a cavidade. O diagnóstico da Síndrome de Asherman é feito principalmente pela histeroscopia, que permite a visualização direta das aderências e sua classificação. Outros exames como a histerossalpingografia ou ultrassonografia transvaginal com infusão salina podem auxiliar. O tratamento consiste na lise histeroscópica das sinéquias, seguida de medidas para prevenir a recorrência das aderências, como a inserção de um dispositivo intrauterino (DIU) ou balão e terapia hormonal com estrogênio para promover a cicatrização endometrial.
Os principais sintomas incluem amenorreia secundária (ausência de menstruação após um período de menstruações normais), hipomenorreia (fluxo menstrual escasso), dismenorreia (dor menstrual) e infertilidade, todos após um procedimento uterino.
A curetagem uterina, especialmente se agressiva ou repetida, pode lesar a camada basal do endométrio, que é essencial para sua regeneração. Essa lesão pode levar à formação de aderências (sinéquias) entre as paredes uterinas, obliterando a cavidade e impedindo o fluxo menstrual.
O diagnóstico é feito principalmente por histeroscopia, que permite visualizar as sinéquias. Outros métodos incluem histerossalpingografia e ultrassonografia. O tratamento consiste na lise histeroscópica das aderências, seguida de medidas para prevenir a recorrência, como inserção de DIU ou balão intrauterino e terapia hormonal.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo