Síndrome de Asherman: Amenorreia Pós-Curetagem

FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2021

Enunciado

Uma paciente de 28 anos, queixa-se de amenorréia após uma curetagem uterina para tratamento de sangramento pós-parto. Qual o diagnóstico mais provável?

Alternativas

  1. A) Disgenesia gonadal;
  2. B) Síndrome de Sheehan;
  3. C) Síndrome de Kallmann;
  4. D) Síndrome de Mayer-Rokitansky-Kuster-Hauser;
  5. E) Síndrome de Asherman;

Pérola Clínica

Amenorreia pós-curetagem → Síndrome de Asherman (sinéquias uterinas).

Resumo-Chave

A Síndrome de Asherman é a causa mais provável de amenorreia secundária após curetagem uterina, especialmente se associada a sangramento pós-parto. A curetagem pode lesar o endométrio basal, levando à formação de sinéquias intrauterinas.

Contexto Educacional

A Síndrome de Asherman é uma condição ginecológica caracterizada pela presença de aderências ou sinéquias intrauterinas, que resultam de trauma ou infecção na cavidade uterina. É uma causa importante de amenorreia secundária, infertilidade e abortos de repetição. A história clínica de amenorreia após uma curetagem uterina, especialmente para sangramento pós-parto, é altamente sugestiva deste diagnóstico. A fisiopatologia envolve a lesão da camada basal do endométrio, que é a camada responsável pela regeneração endometrial. Procedimentos como curetagem uterina, miomectomia, cesariana ou infecções uterinas (endometrite) podem causar essa lesão, levando à formação de tecido cicatricial fibroso que une as paredes uterinas, obliterando parcial ou totalmente a cavidade. O diagnóstico da Síndrome de Asherman é feito principalmente pela histeroscopia, que permite a visualização direta das aderências e sua classificação. Outros exames como a histerossalpingografia ou ultrassonografia transvaginal com infusão salina podem auxiliar. O tratamento consiste na lise histeroscópica das sinéquias, seguida de medidas para prevenir a recorrência das aderências, como a inserção de um dispositivo intrauterino (DIU) ou balão e terapia hormonal com estrogênio para promover a cicatrização endometrial.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da Síndrome de Asherman?

Os principais sintomas incluem amenorreia secundária (ausência de menstruação após um período de menstruações normais), hipomenorreia (fluxo menstrual escasso), dismenorreia (dor menstrual) e infertilidade, todos após um procedimento uterino.

Como a curetagem uterina pode levar à Síndrome de Asherman?

A curetagem uterina, especialmente se agressiva ou repetida, pode lesar a camada basal do endométrio, que é essencial para sua regeneração. Essa lesão pode levar à formação de aderências (sinéquias) entre as paredes uterinas, obliterando a cavidade e impedindo o fluxo menstrual.

Qual o diagnóstico e tratamento da Síndrome de Asherman?

O diagnóstico é feito principalmente por histeroscopia, que permite visualizar as sinéquias. Outros métodos incluem histerossalpingografia e ultrassonografia. O tratamento consiste na lise histeroscópica das aderências, seguida de medidas para prevenir a recorrência, como inserção de DIU ou balão intrauterino e terapia hormonal.

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