HCE - Hospital Central do Exército (RJ) — Prova 2015
Em qual destas situações a Síndrome de Asherman é mais comum?
Síndrome de Asherman = aderências intrauterinas pós-trauma endometrial (ex: curetagem pós-parto).
A Síndrome de Asherman, caracterizada por aderências intrauterinas, é mais comumente causada por procedimentos que traumatizam a camada basal do endométrio, como a curetagem uterina, especialmente no período pós-parto ou pós-aborto.
A Síndrome de Asherman, ou sinéquias intrauterinas, é uma condição caracterizada pela formação de aderências no interior da cavidade uterina, que podem variar de finas a densas e obliterar parcial ou totalmente o útero. Sua etiologia mais comum é o trauma mecânico do endométrio basal, geralmente iatrogênico, como a curetagem uterina realizada após aborto espontâneo ou induzido, ou no pós-parto para remoção de restos placentários. A importância clínica da Síndrome de Asherman reside em suas consequências para a saúde reprodutiva da mulher, incluindo infertilidade secundária, abortos de repetição e alterações menstruais como amenorreia ou hipomenorreia. O trauma endometrial, especialmente quando associado a infecção ou inflamação, desencadeia um processo de cicatrização anormal que leva à formação das aderências. O diagnóstico é confirmado por histeroscopia, que permite a visualização direta e a classificação das aderências. O tratamento envolve a lise histeroscópica das sinéquias, seguida de medidas para prevenir a recorrência, como a inserção de um dispositivo intrauterino (DIU) ou balão e terapia hormonal com estrogênio para promover a cicatrização endometrial. O manejo adequado é crucial para restaurar a fertilidade e a função menstrual.
Os sintomas mais comuns incluem amenorreia secundária ou hipomenorreia, infertilidade secundária, abortos de repetição e dor pélvica cíclica devido à obstrução do fluxo menstrual.
O diagnóstico é feito principalmente por histeroscopia, que permite a visualização direta das aderências. Outros métodos incluem histerossalpingografia e ultrassonografia transvaginal com infusão salina (histerossonografia).
O tratamento consiste na lise histeroscópica das aderências, seguida pela inserção de um DIU ou balão intrauterino e terapia hormonal com estrogênio e progesterona para promover a regeneração endometrial e prevenir a recorrência das aderências.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo