UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2022
Sobre a amenorreia secundária em paciente de 36 anos: após a paciente fazer o teste do estrogênio por 21 dias seguidos por 10 dias de progestagênio, não havendo sangramento, sua principal hipótese diagnóstica seria
Amenorreia secundária + teste estrogênio/progestagênio sem sangramento → Síndrome de Asherman (problema endometrial).
A ausência de sangramento após a administração de estrogênio e progestagênio indica que o problema não é a falta de hormônios, mas sim a incapacidade do endométrio de responder ou de ser expelido, sugerindo uma patologia uterina como as aderências da Síndrome de Asherman.
A amenorreia secundária é a ausência de menstruação por três ciclos consecutivos ou seis meses em mulheres que já menstruaram. O teste de estrogênio e progestagênio é uma ferramenta diagnóstica crucial para diferenciar as causas hormonais das uterinas. A administração de estrogênio por 21 dias seguido de progestagênio por 10 dias simula um ciclo menstrual. Se houver sangramento de privação, indica que o endométrio está funcional e a causa da amenorreia é hormonal (ex: falência ovariana, hipogonadismo hipogonadotrófico). No entanto, se não houver sangramento após este teste, a principal hipótese é uma patologia uterina ou do trato de saída, como a Síndrome de Asherman. Esta síndrome é caracterizada pela formação de aderências intrauterinas, geralmente após curetagens, infecções ou cirurgias uterinas, que impedem a proliferação e descamação normal do endométrio. Outras causas menos comuns incluem estenose cervical severa. O manejo da Síndrome de Asherman envolve a histeroscopia para lise das aderências, com o objetivo de restaurar a cavidade uterina e a fertilidade. É fundamental para o residente compreender a sequência diagnóstica da amenorreia secundária, pois a interpretação correta do teste hormonal direciona a investigação e o tratamento adequados, evitando atrasos e procedimentos desnecessários.
Este teste avalia a capacidade do endométrio de responder a estímulos hormonais e a permeabilidade do trato de saída. Se houver sangramento, o útero e o trato de saída estão funcionais, e a causa é hormonal. Se não houver sangramento, a causa é uterina ou do trato de saída.
A principal causa é a Síndrome de Asherman, caracterizada por aderências intrauterinas que impedem a proliferação e descamação endometrial. Outras causas incluem estenose cervical severa ou agenesia endometrial, embora esta última seja rara em amenorreia secundária.
O diagnóstico é feito por histeroscopia, que permite visualizar diretamente as aderências. O tratamento consiste na lise histeroscópica das aderências, seguida por medidas para prevenir sua recorrência, como a inserção de DIU ou balão intrauterino e terapia hormonal.
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