UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2025
Assinale a alternativa que melhor ilustra um paciente com diagnóstico de aprisionamento de artéria poplítea:
Homem jovem + Claudicação sem fatores de risco cardiovascular = Síndrome do Aprisionamento Poplíteo.
A Síndrome do Aprisionamento da Artéria Poplítea (SAAP) deve ser suspeitada em pacientes jovens, frequentemente atletas, com dor isquêmica ao esforço e sem fatores de risco para aterosclerose.
A Síndrome do Aprisionamento da Artéria Poplítea é uma causa importante de claudicação intermitente em não ateroscleróticos. Enquanto a doença arterial obstrutiva periférica (DAOP) clássica atinge idosos, tabagistas e diabéticos, a SAAP é uma patologia de jovens (maioria homens < 30 anos). O diagnóstico precoce é vital para evitar complicações como a formação de aneurismas pós-estenóticos, trombose arterial ou embolização distal. Exames de imagem como o Eco-Doppler dinâmico, Angio-TC ou Angio-RM com manobras de flexão/extensão são fundamentais para confirmar a compressão extrínseca da artéria.
A causa é uma variação anatômica congênita na fossa poplítea, onde a artéria poplítea tem um trajeto anômalo em relação à cabeça medial do músculo gastrocnêmio ou é comprimida por bandas fibrosas anormais. Durante a flexão plantar ou extensão do joelho, a artéria é comprimida, reduzindo o fluxo sanguíneo para a perna.
O diagnóstico é sugerido pela história de claudicação em jovens e pode ser reforçado no exame físico pela manobra de provocação: a palpação dos pulsos distais (pedioso e tibial posterior) enquanto o paciente realiza flexão plantar ativa ou passiva forçada, o que pode levar ao desaparecimento do pulso.
O tratamento é cirúrgico e consiste na liberação da artéria poplítea através da secção da estrutura compressiva (geralmente a cabeça medial do gastrocnêmio). Se houver degeneração aneurismática ou oclusão crônica da artéria por trauma repetitivo, pode ser necessária a reconstrução arterial com bypass.
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