Aprisionamento da Artéria Poplítea: Perfil do Paciente

UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2025

Enunciado

Assinale a alternativa que melhor ilustra um paciente com diagnóstico de aprisionamento de artéria poplítea:

Alternativas

  1. A) Tabagista de 70 anos, com dor nas panturrilhas ao caminhar.
  2. B) Mulher de 60 anos, diabética, com dor na panturrilha esquerda ao caminhar.
  3. C) Homem de 30 anos, com dor na panturrilha à ortostase prolongada, aliviada ao elevar os membros.
  4. D) Homem de 22 anos, com dor na panturrilha ao caminhar.

Pérola Clínica

Homem jovem + Claudicação sem fatores de risco cardiovascular = Síndrome do Aprisionamento Poplíteo.

Resumo-Chave

A Síndrome do Aprisionamento da Artéria Poplítea (SAAP) deve ser suspeitada em pacientes jovens, frequentemente atletas, com dor isquêmica ao esforço e sem fatores de risco para aterosclerose.

Contexto Educacional

A Síndrome do Aprisionamento da Artéria Poplítea é uma causa importante de claudicação intermitente em não ateroscleróticos. Enquanto a doença arterial obstrutiva periférica (DAOP) clássica atinge idosos, tabagistas e diabéticos, a SAAP é uma patologia de jovens (maioria homens < 30 anos). O diagnóstico precoce é vital para evitar complicações como a formação de aneurismas pós-estenóticos, trombose arterial ou embolização distal. Exames de imagem como o Eco-Doppler dinâmico, Angio-TC ou Angio-RM com manobras de flexão/extensão são fundamentais para confirmar a compressão extrínseca da artéria.

Perguntas Frequentes

O que causa o aprisionamento da artéria poplítea?

A causa é uma variação anatômica congênita na fossa poplítea, onde a artéria poplítea tem um trajeto anômalo em relação à cabeça medial do músculo gastrocnêmio ou é comprimida por bandas fibrosas anormais. Durante a flexão plantar ou extensão do joelho, a artéria é comprimida, reduzindo o fluxo sanguíneo para a perna.

Como é feito o diagnóstico clínico da SAAP?

O diagnóstico é sugerido pela história de claudicação em jovens e pode ser reforçado no exame físico pela manobra de provocação: a palpação dos pulsos distais (pedioso e tibial posterior) enquanto o paciente realiza flexão plantar ativa ou passiva forçada, o que pode levar ao desaparecimento do pulso.

Qual o tratamento definitivo para esta síndrome?

O tratamento é cirúrgico e consiste na liberação da artéria poplítea através da secção da estrutura compressiva (geralmente a cabeça medial do gastrocnêmio). Se houver degeneração aneurismática ou oclusão crônica da artéria por trauma repetitivo, pode ser necessária a reconstrução arterial com bypass.

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