HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2025
Em paciente com Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono quando há obstrução de vias aéreas, durante a apneia:
SAOS → hipoxemia intermitente + ativação simpática → ↑ risco de arritmias (bradi e taqui, atriais e ventriculares), HAS e eventos cardiovasculares.
Na Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS), os episódios de obstrução das vias aéreas causam hipoxemia e despertares recorrentes. Essa hipoxemia intermitente, associada a surtos de atividade simpática, cria um ambiente pró-arrítmico, podendo gerar desde bradicardias até arritmias ventriculares complexas.
A Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) é um distúrbio respiratório caracterizado por episódios recorrentes de colapso da via aérea superior durante o sono. Esses eventos levam a uma cessação (apneia) ou redução significativa (hipopneia) do fluxo aéreo, resultando em dessaturação de oxigênio e despertares frequentes. A fisiopatologia das complicações cardiovasculares da SAOS é multifatorial. A hipoxemia intermitente, a hipercapnia e as grandes variações da pressão intratorácica desencadeiam uma cascata de eventos deletérios, incluindo estresse oxidativo, inflamação sistêmica, disfunção endotelial e, crucialmente, uma hiperatividade do sistema nervoso simpático. Essa combinação cria um substrato altamente arritmogênico. Durante os eventos obstrutivos, o esforço respiratório contra uma via aérea fechada e a hipoxemia podem estimular o sistema parassimpático (vagal), levando a bradiarritmias, como pausas sinusais e bloqueios atrioventriculares. Com a retomada da respiração ao final da apneia, ocorre um despertar abrupto e uma descarga simpática maciça, que pode precipitar taquiarritmias, incluindo taquicardia sinusal, fibrilação atrial e arritmias ventriculares potencialmente fatais. Portanto, a SAOS está associada a um amplo espectro de distúrbios do ritmo cardíaco, tanto bradiarritmias quanto taquiarritmias, de origem atrial e ventricular.
Os sintomas clássicos incluem roncos altos, pausas respiratórias presenciadas por terceiros, sonolência diurna excessiva, despertares noturnos com sensação de sufocamento, cefaleia matinal e dificuldade de concentração. Muitos pacientes também apresentam nictúria.
A hipoxemia intermitente e a hipercapnia ativam quimiorreceptores, resultando em um aumento acentuado do tônus simpático e variações na frequência cardíaca. Durante a apneia, o estímulo vagal pode causar bradicardia. No término da apneia, o despertar e a descarga simpática podem desencadear taquiarritmias, como fibrilação atrial e extrassístoles ventriculares.
A SAOS é um fator de risco independente para hipertensão arterial sistêmica (especialmente noturna e matinal), doença arterial coronariana, acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca e hipertensão pulmonar. O tratamento da SAOS com CPAP pode ajudar a mitigar esses riscos.
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