Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2020
Em relação à síndrome da apneia obstrutiva do sono podemos afirmar que: I – É mais frequente em homens. II – Tem relação com a obesidade e circunferência do pescoço acima de 40 cm. III – É mais frequente em negros e asiáticos.
SAOS: Mais comum em homens, obesos (circunferência pescoço >40cm) e etnias específicas (negros/asiáticos).
A Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) é uma condição multifatorial. Homens, indivíduos obesos com maior circunferência do pescoço e certas etnias (negros e asiáticos) apresentam maior prevalência devido a diferenças anatômicas e fisiológicas que predispõem ao colapso das vias aéreas superiores durante o sono.
A Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) é um distúrbio crônico caracterizado por episódios recorrentes de obstrução parcial ou total das vias aéreas superiores durante o sono, levando a interrupções da respiração e quedas na saturação de oxigênio. É uma condição de saúde pública significativa devido à sua alta prevalência e às graves comorbidades associadas, como doenças cardiovasculares, metabólicas e neurocognitivas. A fisiopatologia da SAOS envolve o colapso das vias aéreas superiores, que pode ser agravado por fatores anatômicos (ex: macroglossia, hipertrofia de amígdalas, retrognatia) e neuromusculares (ex: relaxamento muscular durante o sono). Os fatores de risco incluem sexo masculino, idade avançada, obesidade (especialmente com circunferência do pescoço > 40 cm em homens e > 37 cm em mulheres), consumo de álcool e sedativos, tabagismo e certas etnias, como negros e asiáticos, que podem ter predisposição anatômica. O diagnóstico é feito principalmente pela polissonografia. O tratamento varia desde medidas comportamentais (perda de peso, evitar álcool) até o uso de pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP), aparelhos orais e, em casos selecionados, cirurgia. O reconhecimento precoce dos fatores de risco e sintomas é crucial para o manejo adequado e prevenção das complicações a longo prazo.
Os sintomas incluem ronco alto e irregular, pausas respiratórias observadas por terceiros, sonolência diurna excessiva, fadiga, cefaleia matinal, dificuldade de concentração e irritabilidade.
A obesidade contribui para a SAOS pelo acúmulo de gordura na região do pescoço e na faringe, o que reduz o calibre das vias aéreas superiores e aumenta a propensão ao colapso durante o sono, além de alterações na função pulmonar.
O exame padrão-ouro para o diagnóstico da SAOS é a polissonografia, que monitora diversas variáveis fisiológicas durante o sono, como fluxo aéreo, esforço respiratório, saturação de oxigênio, frequência cardíaca e atividade cerebral.
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