UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2024
A Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) é definida por episódios recorrentes de obstrução parcial (hipopneia) ou total (apneia) da via aérea superior durante o sono. Assinale a alternativa INCORRETA:
Benzodiazepínicos são CONTRAINDICADOS na SAOS, pois agravam a obstrução e hipoventilação.
Benzodiazepínicos e outros sedativos são contraindicados em pacientes com SAOS, pois podem deprimir o centro respiratório e relaxar ainda mais a musculatura da via aérea superior, agravando os episódios de apneia e hipopneia.
A Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) é uma condição comum e subdiagnosticada, caracterizada por episódios recorrentes de obstrução parcial ou total da via aérea superior durante o sono. Sua importância clínica reside nas consequências cardiovasculares, metabólicas e neurocognitivas a longo prazo, além de impactar significativamente a qualidade de vida. A fisiopatologia envolve o colapso da via aérea superior, frequentemente exacerbado por fatores anatômicos e neuromusculares. Os principais fatores de risco incluem obesidade, idade, gênero masculino e alterações craniofaciais. O diagnóstico é clínico, baseado em sintomas como ronco alto, sonolência diurna excessiva e despertares noturnos, e confirmado pela polissonografia, que quantifica o Índice de Apneia-Hipopneia (IAH). O tratamento da SAOS varia de medidas comportamentais (perda de peso, evitar álcool e sedativos) a dispositivos de pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP), aparelhos orais e, em casos selecionados, cirurgia. É crucial evitar medicamentos que deprimam o sistema nervoso central, como os benzodiazepínicos, pois estes podem agravar a obstrução e a hipoventilação, piorando o prognóstico do paciente.
Os principais fatores de risco incluem obesidade, idade avançada, gênero masculino, circunferência cervical aumentada, e alterações craniofaciais como hipertrofia de adenoides e amígdalas.
O diagnóstico definitivo da SAOS é estabelecido pela polissonografia, que monitora parâmetros como fluxo aéreo, esforço respiratório, saturação de oxigênio e atividade cerebral durante o sono.
Benzodiazepínicos relaxam a musculatura da via aérea superior e deprimem o centro respiratório, podendo agravar a obstrução e os episódios de apneia e hipopneia, piorando a hipoxemia noturna.
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