UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2022
Homem de 62 anos apresenta cansaço intenso diário e episódios de esquecimentos há 5 anos. AP: doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), HAS e consumo de duas doses de cerveja/dia. Nega tabagismo. Faz uso contínuo de omeprazol, hidroclorotiazida, losartana e propranolol. Exame físico: altura 1,60 m; peso 98 kg; circunferência cervical 41 cm; PA 180/90 mmHg; FC 89 bpm; FR 18 ipm. Hipoplasia mandibular; 2 bulhas rítmicas hipofonéticas; pulmonar: murmúrio vesicular presente, sem ruídos adventícios; abdome globoso. Dentre os exames complementares relacionados, o mais adequado a ser solicitado nesse momento é:
Cansaço diário + obesidade + HAS + hipoplasia mandibular → Alta suspeita de SAOS, indicar polissonografia.
O paciente apresenta múltiplos fatores de risco e sintomas sugestivos de Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS), como cansaço intenso diário, esquecimentos, obesidade, HAS e hipoplasia mandibular. A polissonografia é o exame padrão-ouro para o diagnóstico e quantificação da SAOS.
A Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) é um distúrbio comum caracterizado por episódios recorrentes de obstrução parcial ou total das vias aéreas superiores durante o sono, levando a interrupções da respiração e quedas na saturação de oxigênio. Sua prevalência aumenta com a idade e a obesidade, sendo um importante fator de risco para doenças cardiovasculares, metabólicas e neurocognitivas. O diagnóstico da SAOS é baseado na história clínica, exame físico e, principalmente, na polissonografia. A história deve investigar sonolência diurna excessiva, roncos, pausas respiratórias observadas, fadiga e problemas de memória. O exame físico pode revelar obesidade, circunferência cervical aumentada e alterações anatômicas orofaríngeas. A polissonografia é o exame padrão-ouro, que registra a atividade cerebral, movimentos oculares, tônus muscular, fluxo aéreo, esforço respiratório, saturação de oxigênio e frequência cardíaca durante o sono, permitindo quantificar o Índice de Apneia-Hipopneia (IAH) e classificar a gravidade da SAOS. O tratamento da SAOS visa restaurar a permeabilidade das vias aéreas durante o sono. As opções incluem mudanças no estilo de vida (perda de peso, evitar álcool), uso de CPAP (pressão positiva contínua nas vias aéreas), aparelhos orais e, em casos selecionados, cirurgia. O manejo adequado da SAOS é crucial para melhorar a qualidade de vida do paciente e prevenir complicações a longo prazo.
Os principais sintomas incluem sonolência diurna excessiva, roncos altos, pausas respiratórias observadas por terceiros, fadiga, dificuldade de concentração, esquecimentos e cefaleia matinal.
Fatores de risco incluem obesidade (IMC elevado, circunferência cervical aumentada), sexo masculino, idade avançada, alterações anatômicas das vias aéreas superiores (ex: hipoplasia mandibular, hipertrofia de amígdalas), consumo de álcool e tabagismo.
A polissonografia é o padrão-ouro porque monitora múltiplos parâmetros fisiológicos durante o sono (fluxo aéreo, esforço respiratório, saturação de oxigênio, eletroencefalograma, etc.), permitindo identificar e quantificar os eventos de apneia e hipopneia, além de avaliar a arquitetura do sono.
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