CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2013
Mulher 25 anos de idade, vem ao pronto-socorro com história de dor periocular direita há uma semana. Ao exame apresenta perda visual (acuidade visual 0,1 com a melhor correção) e ptose palpebral completa à direita. O exame do olho esquerdo era normal. Podemos afirmar que o diagnóstico mais provável é:
Ptose + Perda Visual + Midríase → Síndrome do Ápice Orbitário (envolvimento de NC II e III).
A síndrome do ápice orbitário é definida pelo acometimento dos nervos que passam pela fissura orbitária superior (III, IV, VI, V1) associado à lesão do nervo óptico (II).
O quadro clínico descrito — dor periocular, perda visual severa (0,1) e ptose palpebral completa — aponta para uma patologia que comprime ou inflama estruturas no fundo da órbita. A ptose completa indica paralisia do NC III (músculo levantador da pálpebra superior). Se a pupila estiver midriática e não reagente, confirma-se o envolvimento das fibras parassimpáticas do NC III. A presença de perda visual significativa é o 'divisor de águas' que localiza a lesão no ápice orbitário, onde o nervo óptico se junta aos outros nervos cranianos motores. A Síndrome de Horner (opção C) causaria miose e ptose parcial, não perda visual. Acidentes vasculares (opção D) geralmente não causam ptose e dor periocular isoladas com perda visual monocular.
São afetados o nervo óptico (NC II), o nervo oculomotor (NC III), o nervo troclear (NC IV), o nervo abducente (NC VI) e o ramo oftálmico do nervo trigêmeo (NC V1). Isso resulta em perda visual, oftalmoplegia completa, ptose e anestesia da região frontal e córnea.
Ambas apresentam oftalmoplegia e dor. No entanto, a síndrome do seio cavernoso frequentemente envolve o nervo maxilar (V2) e pode apresentar sinais de envolvimento simpático (Síndrome de Horner), enquanto a síndrome do ápice orbitário obrigatoriamente envolve o nervo óptico (baixa acuidade visual).
As causas podem ser inflamatórias (Síndrome de Tolosa-Hunt), infecciosas (como a mucormicose em diabéticos), neoplásicas (tumores de órbita ou extensão intracraniana) ou traumáticas (fraturas do canal óptico).
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