CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2008
Com relação às síndromes do seio cavernoso e ápice orbitário, podemos afirmar que:
Nervo Óptico (II par) acometido = Ápice Orbitário; Seio Cavernoso poupa o II par.
Ambas as síndromes envolvem os nervos III, IV, V1 e VI. A distinção fundamental é o envolvimento do nervo óptico (baixa visual, defeito pupilar) no ápice orbitário, que não ocorre no seio cavernoso.
O diagnóstico diferencial das síndromes que afetam a motilidade ocular extrínseca e a sensibilidade facial superior é um desafio neuro-oftalmológico. A síndrome da fissura orbitária superior e a síndrome do seio cavernoso compartilham sinais de oftalmoplegia completa e hipoestesia no território de V1. No entanto, a transição anatômica para o ápice orbitário inclui o canal óptico. Portanto, qualquer processo expansivo ou inflamatório que migre ou se origine no ápice afetará o nervo óptico. A proptose pode ocorrer em ambas, mas é frequentemente mais pronunciada em patologias orbitárias primárias. O reconhecimento rápido é vital, especialmente em causas infecciosas fúngicas fulminantes.
O seio cavernoso contém a artéria carótida interna e os nervos cranianos III (oculomotor), IV (troclear), VI (abducente), além dos ramos oftálmico (V1) e maxilar (V2) do nervo trigêmeo. O nervo óptico (II) situa-se acima e fora do seio cavernoso.
A diferenciação clínica reside na função visual. Na síndrome do ápice orbitário, há compressão do nervo óptico no canal óptico, resultando em perda de acuidade visual e defeito pupilar aferente relativo. No seio cavernoso, a visão costuma ser preservada, a menos que haja complicações secundárias.
As causas podem ser inflamatórias (Síndrome de Tolosa-Hunt), infecciosas (como mucormicose em diabéticos), neoplásicas (tumores de base de crânio ou órbita) ou traumáticas (fraturas que envolvem o canal óptico e a fissura orbitária superior).
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