Síndrome Antissintetase: Diagnóstico e Manifestações Clínicas

MedEvo Simulado — Prova 2026

Enunciado

Mulher de 54 anos, previamente hígida, procura atendimento médico com queixa de dispneia progressiva aos esforços e tosse seca persistente com evolução há 6 meses. Relata, adicionalmente, episódios de palidez seguidos de cianose em extremidades quando exposta ao frio, além de dificuldade recente para realizar tarefas simples, como levantar-se de cadeiras baixas e pentear os cabelos. Ao exame físico, apresenta hiperceratose e fissuras dolorosas nas faces laterais e palmares dos dedos das mãos, pápulas violáceas descamativas sobre as articulações metacarpofalângicas e interfalângicas proximais, e presença de crepitações finas tipo velcro em bases pulmonares bilateralmente. Os exames laboratoriais revelam Creatinoquinase (CK) de 2.850 U/L (Valor de Referência: até 170 U/L), Aldolase de 24 U/L (Valor de Referência: até 7 U/L) e Fator Antinuclear (FAN) reagente 1:640 com padrão nuclear pontilhado fino. A tomografia de tórax de alta resolução demonstra infiltrado em vidro fosco e reticulado periférico com preservação da região subpleural imediata em lobos inferiores, compatível com padrão de pneumonia intersticial não específica (PINE). A hipótese diagnóstica mais provável é:

Alternativas

  1. A) Dermatomiosite clássica associada a neoplasia oculta.
  2. B) Síndrome antissintetase.
  3. C) Lúpus Eritematoso Sistêmico com pneumonite aguda.
  4. D) Esclerose sistêmica forma limitada.

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