UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2024
Pode-se afirmar que representa um critério clínico para o diagnóstico da síndrome antifosfolipídio (SAF) na gestação:
SAF gestacional → critério clínico = 1+ episódio de trombose ou morbidade gestacional específica (morte fetal ≥10s, parto prematuro <34s por pré-eclâmpsia/insuficiência placentária, ou 3+ perdas <10s).
Os critérios clínicos para SAF incluem eventos trombóticos (venosos, arteriais ou de pequenos vasos) e morbidade gestacional específica. A alternativa C descreve um critério trombótico direto, que é um dos pilares para o diagnóstico da SAF.
A Síndrome Antifosfolipídio (SAF) é uma trombofilia adquirida autoimune caracterizada por eventos trombóticos e/ou morbidade gestacional na presença de anticorpos antifosfolipídios persistentes. É uma causa importante de abortos de repetição e complicações obstétricas, afetando cerca de 1-5% das gestações. Seu reconhecimento e manejo são cruciais para a saúde materno-fetal. O diagnóstico da SAF baseia-se nos Critérios de Sydney (2006), que combinam critérios clínicos e laboratoriais. Os critérios clínicos incluem trombose vascular (venosa, arterial ou de pequenos vasos) e morbidade gestacional específica. Os critérios laboratoriais envolvem a detecção persistente de lúpus anticoagulante, anticorpos anticardiolipina (IgG ou IgM em títulos moderados/altos) e/ou anticorpos anti-beta-2-glicoproteína I (IgG ou IgM em títulos moderados/altos). O tratamento da SAF na gestação visa prevenir eventos trombóticos e melhorar os desfechos obstétricos, geralmente envolvendo heparina de baixo peso molecular e/ou aspirina. O prognóstico é significativamente melhorado com o diagnóstico precoce e o manejo adequado, mas a doença requer acompanhamento rigoroso devido ao risco de recorrência e complicações.
Os critérios clínicos incluem um ou mais episódios de trombose vascular (venosa, arterial ou de pequenos vasos) e morbidade gestacional, como uma ou mais mortes inexplicadas de feto morfologicamente normal com ≥ 10 semanas, um ou mais nascimentos prematuros de fetos morfologicamente normais antes de 34 semanas devido a pré-eclâmpsia grave ou insuficiência placentária, ou três ou mais perdas fetais consecutivas inexplicadas antes de 10 semanas.
A trombose é um dos pilares diagnósticos da SAF, podendo ocorrer em qualquer vaso ou órgão. É um critério clínico maior e sua presença, associada a critérios laboratoriais, é fundamental para o diagnóstico da síndrome.
A SAF é uma trombofilia adquirida que se diferencia pela presença de anticorpos antifosfolipídios persistentes (lúpus anticoagulante, anticardiolipina, anti-beta-2-glicoproteína I) e pelos critérios clínicos específicos, que excluem causas anatômicas, hormonais ou genéticas maternas ou paternas.
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