FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2015
A presença de anticorpos antifosfolipídios do tipo anticardiolipina em títulos altos e anticoagulante lúpico, em uma senhora grávida com antecedentes de abortamento de tardios de repetição, leva a indicação terapêutica durante a gravidez de:
SAF gestacional + abortos de repetição → Heparina subcutânea (HBPM) + AAS em baixas doses.
A Síndrome Antifosfolipídica na gestação é uma trombofilia adquirida que aumenta o risco de abortamentos de repetição e outras complicações obstétricas. O tratamento padrão ouro é a combinação de heparina de baixo peso molecular (HBPM) e ácido acetilsalicílico (AAS) em baixas doses, visando prevenir eventos trombóticos.
A Síndrome Antifosfolipídica (SAF) é uma trombofilia adquirida autoimune caracterizada pela presença de anticorpos antifosfolipídios (anticardiolipina, anticoagulante lúpico e/ou anti-beta2-glicoproteína I) e eventos trombóticos ou morbidade gestacional. Na gravidez, a SAF é uma causa importante de abortamentos de repetição, principalmente tardios, e outras complicações como pré-eclâmpsia grave, restrição de crescimento intrauterino e parto prematuro. O reconhecimento precoce e o manejo adequado são cruciais para melhorar os desfechos maternos e fetais. A fisiopatologia da SAF na gestação envolve a formação de microtrombos na placenta, levando à insuficiência placentária e inflamação. O diagnóstico é feito pela combinação de critérios clínicos (história de abortos, trombose) e laboratoriais (detecção persistente dos anticorpos). É fundamental diferenciar a SAF de outras causas de abortamento de repetição. O tratamento padrão para gestantes com SAF e histórico de complicações obstétricas é a combinação de heparina de baixo peso molecular (HBPM) subcutânea e ácido acetilsalicílico (AAS) em baixas doses, iniciada assim que a gravidez é confirmada. A heparina é preferida aos anticoagulantes orais devido à sua segurança na gestação. O prognóstico com tratamento adequado é significativamente melhor, mas o acompanhamento multidisciplinar é essencial.
A SAF é diagnosticada pela presença de critérios clínicos (trombose vascular ou morbidade gestacional) e laboratoriais (anticorpos anticardiolipina, anticoagulante lúpico, anti-beta2-glicoproteína I) persistentes.
A heparina (especialmente HBPM) é segura na gravidez por não atravessar a barreira placentária, prevenindo a trombose placentária e melhorando os desfechos gestacionais.
As complicações incluem abortamentos de repetição (especialmente tardios), pré-eclâmpsia grave, restrição de crescimento intrauterino, parto prematuro e óbito fetal.
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