UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2023
Preenche critérios diagnósticos para SAAF:
SAAF = 1 critério clínico (trombose ou morbidade gestacional) + 1 critério laboratorial (LAC, aCL, anti-β2GP1) positivo.
O diagnóstico da Síndrome Antifosfolípide (SAAF) requer a presença de pelo menos um critério clínico (eventos trombóticos ou morbidade gestacional) e um critério laboratorial (Anticoagulante Lúpico, Anticardiolipina ou anti-beta2 glicoproteína I) confirmado em duas ocasiões com 12 semanas de intervalo.
A Síndrome Antifosfolípide (SAAF) é uma trombofilia adquirida autoimune caracterizada pela ocorrência de tromboses arteriais ou venosas e/ou morbidade gestacional, na presença de anticorpos antifosfolípides persistentes. É uma condição de grande importância clínica, especialmente em pacientes com eventos trombóticos inexplicados ou perdas gestacionais de repetição. O conhecimento dos critérios diagnósticos é fundamental para residentes em reumatologia, ginecologia/obstetrícia e clínica médica. O diagnóstico da SAAF é estabelecido pelos Critérios de Sydney (2006), que exigem a presença de pelo menos um critério clínico e um critério laboratorial. Os critérios clínicos incluem trombose vascular (arterial, venosa ou de pequenos vasos) e morbidade gestacional (uma ou mais mortes fetais inexplicadas após 10 semanas de gestação, um ou mais partos prematuros antes de 34 semanas devido a pré-eclâmpsia grave/eclâmpsia/insuficiência placentária, ou três ou mais abortos espontâneos inexplicados antes de 10 semanas). Os critérios laboratoriais envolvem a detecção de Anticoagulante Lúpico (LAC), anticorpos anticardiolipina (aCL) IgG ou IgM em títulos moderados/altos (>40 GPL ou MPL, ou > percentil 99), e/ou anticorpos anti-beta2 glicoproteína I (anti-β2GP1) IgG ou IgM em títulos altos (> percentil 99). É crucial que os testes laboratoriais sejam positivos em duas ou mais ocasiões, com um intervalo mínimo de 12 semanas, para confirmar a persistência dos anticorpos e evitar diagnósticos falso-positivos. A opção D preenche um critério clínico (perda fetal de 13 semanas) e um critério laboratorial (anti-beta2 glicoproteína 1 positivo em título alto), tornando-a a resposta correta.
Os critérios clínicos incluem eventos trombóticos (arteriais, venosos ou de pequenos vasos) e morbidade gestacional (perda fetal recorrente, pré-eclâmpsia grave, eclâmpsia ou insuficiência placentária com parto prematuro).
Os anticorpos testados são o Anticoagulante Lúpico (LAC), os anticorpos anticardiolipina (aCL) IgG ou IgM em títulos moderados/altos, e os anticorpos anti-beta2 glicoproteína I (anti-β2GP1) IgG ou IgM em títulos altos.
Os testes laboratoriais devem ser positivos em duas ou mais ocasiões, com pelo menos 12 semanas de intervalo, para confirmar o diagnóstico e excluir positividade transitória devido a infecções ou outras condições.
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