Fundhacre - Fundação Hospital Estadual do Acre — Prova 2021
Os anticorpos antifosfolípides podem estar envolvidos em quadros de:
Anticorpos antifosfolípides estão fortemente associados a abortamentos de repetição e complicações trombóticas na gestação.
A presença de anticorpos antifosfolípides é uma causa importante de trombofilia adquirida, que pode levar a eventos trombóticos arteriais e venosos, bem como a complicações obstétricas, sendo o abortamento de repetição uma das manifestações mais conhecidas.
A Síndrome Antifosfolípide (SAF) é uma doença autoimune sistêmica caracterizada pela presença de anticorpos antifosfolípides (AAF) e manifestações clínicas trombóticas (venosas ou arteriais) e/ou obstétricas. É uma das principais causas de trombofilia adquirida e tem grande impacto na saúde reprodutiva feminina, sendo crucial seu reconhecimento. Os AAF, como o anticoagulante lúpico, anticorpos anticardiolipina e anti-beta2-glicoproteína I, atuam promovendo um estado de hipercoagulabilidade. No contexto obstétrico, essa hipercoagulabilidade leva à trombose da vasculatura placentária, resultando em infartos placentários, insuficiência placentária e, consequentemente, perdas gestacionais recorrentes, abortamentos de repetição, parto prematuro e pré-eclâmpsia grave. O diagnóstico da SAF requer critérios clínicos e laboratoriais. O tratamento em gestantes com SAF visa prevenir a trombose e melhorar os desfechos gestacionais, geralmente com o uso de heparina de baixo peso molecular e aspirina. O manejo adequado é fundamental para reduzir a morbimortalidade materna e fetal associada a essa condição.
A SAF é caracterizada por eventos trombóticos (arteriais ou venosos) e/ou morbidade gestacional (abortamentos de repetição, pré-eclâmpsia grave, parto prematuro), na presença de anticorpos antifosfolípides.
Eles promovem um estado protrombótico na interface materno-fetal, levando à trombose da vasculatura placentária, infartos placentários e insuficiência placentária, resultando em perdas gestacionais.
O tratamento geralmente envolve o uso de heparina de baixo peso molecular (HBPM) e aspirina em baixas doses durante a gestação para reduzir o risco de trombose e melhorar os desfechos gestacionais.
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