HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2022
Em gestantes com SAF (Síndrome anti-fosfolípide), são mais comuns, exceto:
SAF na gestação → ↑ risco de abortamentos, prematuridade, restrição de crescimento fetal e pré-eclâmpsia; não está diretamente associada a diabetes.
A Síndrome Antifosfolípide (SAF) é uma condição autoimune que causa trombofilia e está fortemente associada a complicações obstétricas como abortamentos de repetição, prematuridade, restrição de crescimento fetal e pré-eclâmpsia. Diabetes gestacional não é uma complicação diretamente mais comum em gestantes com SAF.
A Síndrome Antifosfolípide (SAF) é uma doença autoimune sistêmica caracterizada pela presença de anticorpos antifosfolípides (anticoagulante lúpico, anticardiolipina e anti-beta2-glicoproteína I) associada a eventos trombóticos arteriais ou venosos e/ou morbidade gestacional. Na gestação, a SAF é uma causa importante de complicações, afetando aproximadamente 1-5% das gestações. A fisiopatologia envolve a formação de trombos na microvasculatura placentária, levando a insuficiência placentária e comprometimento do fluxo sanguíneo materno-fetal. As complicações obstétricas mais comuns incluem abortamentos recorrentes (principalmente no primeiro trimestre), perdas fetais no segundo e terceiro trimestres, prematuridade, restrição de crescimento fetal e pré-eclâmpsia grave. O diagnóstico é feito com base em critérios clínicos e laboratoriais. O tratamento é fundamental para melhorar os desfechos gestacionais e geralmente consiste em heparina de baixo peso molecular e aspirina em baixas doses, iniciados precocemente na gestação. O manejo multidisciplinar é essencial para monitorar a gestante e o feto, visando prevenir e tratar as complicações.
As principais manifestações incluem abortamentos de repetição, perdas fetais tardias, prematuridade, restrição de crescimento fetal e pré-eclâmpsia grave, devido à trombose placentária.
A SAF causa trombose na vasculatura placentária, levando a infartos placentários, insuficiência placentária e inflamação, o que resulta nas complicações gestacionais.
O tratamento geralmente envolve o uso de heparina de baixo peso molecular (HBPM) e aspirina em baixas doses para prevenir eventos trombóticos e melhorar os desfechos gestacionais.
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