HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2026
Para uma paciente gestante com diagnóstico de síndrome de antifosfolípides, assinale a alternativa correta.
Suspeita de HIT (Trombocitopenia por Heparina) → Suspender heparina IMEDIATAMENTE.
A SAF na gestação exige manejo cuidadoso com AAS e Heparina; contudo, a trombocitopenia induzida pela heparina (HIT) é uma complicação grave que impõe a suspensão do fármaco.
A Síndrome de Antifosfolípide (SAF) é uma das principais causas de morbidade obstétrica e trombofilia adquirida. Caracteriza-se pela presença de anticorpos antifosfolípides (anticoagulante lúpico, anticardiolipina ou anti-beta2-glicoproteína I) associada a eventos trombóticos ou complicações gestacionais. O manejo exige uma abordagem multidisciplinar. A complicação citada na questão, a HIT, embora menos comum com HBPM do que com HNF, é uma emergência médica. O diagnóstico diferencial com outras causas de trombocitopenia na gestação (como trombocitopenia gestacional ou pré-eclâmpsia) é vital, mas a suspensão da heparina na suspeita de HIT é a conduta prioritária para evitar complicações fatais.
A HIT é uma reação imunomediada grave causada pela formação de anticorpos contra o complexo fator 4 plaquetário (PF4)-heparina. Isso resulta na ativação plaquetária sistêmica, levando a uma queda na contagem de plaquetas e, paradoxalmente, a um estado pró-trombótico severo. Na gestação, se houver suspeita de HIT, a heparina (seja não fracionada ou de baixo peso molecular) deve ser suspensa imediatamente e substituída por anticoagulantes alternativos, como o fondaparinux ou danaparoide, sob supervisão especializada.
O tratamento padrão para gestantes com SAF envolve a combinação de ácido acetilsalicílico (AAS) em baixa dose (75-100mg/dia) e heparina (geralmente HBPM). A dose da heparina (profilática ou terapêutica) depende do histórico da paciente: mulheres com eventos trombóticos prévios requerem dose plena, enquanto aquelas com apenas critérios obstétricos (perdas gestacionais) costumam receber dose profilática. O AAS é iniciado idealmente no período pré-concepcional.
Para permitir a analgesia regional (raquianestesia ou peridural) com segurança, recomenda-se suspender o AAS cerca de 7 a 10 dias antes da data provável do parto. A Heparina de Baixo Peso Molecular (HBPM) em dose profilática deve ser suspensa 12 horas antes, e em dose terapêutica, 24 horas antes do procedimento. A Heparina Não Fracionada (HNF) IV deve ser suspensa 4 a 6 horas antes.
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