HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2024
Mulher de 25 anos tem antecedente de 3 abortamentos espontâneos. Apresenta anticorpos antifosfolípides. Foram avaliados os tempos de protrombina (TP) e tromboplastina parcial ativada (TTPA). É mais provável haver alargamento do
SAF → TTPA prolongado (in vitro) + risco de trombose (in vivo) e abortos de repetição.
A Síndrome Antifosfolípide (SAF) é caracterizada pela presença de anticorpos antifosfolípides, que in vitro podem prolongar o TTPA (devido ao anticoagulante lúpico), mas in vivo aumentam o risco de eventos trombóticos e complicações obstétricas como abortamentos de repetição.
A Síndrome Antifosfolípide (SAF) é uma trombofilia adquirida autoimune caracterizada pela presença persistente de anticorpos antifosfolípides (aPL) e manifestações clínicas como tromboses arteriais ou venosas e/ou morbidade gestacional. É uma condição importante na prática clínica, especialmente em ginecologia e obstetrícia devido à sua associação com abortamentos de repetição e outras complicações gestacionais. A fisiopatologia envolve a ativação endotelial, plaquetária e do sistema de coagulação pelos aPL. Um dos achados laboratoriais característicos da SAF é o prolongamento do tempo de tromboplastina parcial ativada (TTPA) in vitro, devido à presença do anticoagulante lúpico (AL). O AL é um tipo de aPL que interfere com os fosfolipídios utilizados nos reagentes do TTPA, inibindo a coagulação in vitro e, paradoxalmente, aumentando o tempo de coagulação no teste. No entanto, in vivo, esses anticorpos promovem um estado de hipercoagulabilidade, levando a eventos trombóticos. O diagnóstico de SAF é baseado em critérios clínicos e laboratoriais. Os critérios clínicos incluem trombose vascular (venosa ou arterial) e morbidade gestacional (abortamentos inexplicados, partos prematuros, pré-eclâmpsia grave). Os critérios laboratoriais envolvem a detecção persistente de anticoagulante lúpico, anticorpos anticardiolipina (IgG ou IgM) e/ou anticorpos anti-beta2-glicoproteína I (IgG ou IgM). O manejo da SAF visa prevenir eventos trombóticos e complicações gestacionais, geralmente com anticoagulação.
O prolongamento do TTPA na SAF ocorre devido à presença do anticoagulante lúpico, um tipo de anticorpo antifosfolípide que interfere com os fosfolipídios usados nos testes de coagulação in vitro, mimetizando uma deficiência de fatores da via intrínseca.
As manifestações clínicas incluem eventos trombóticos arteriais ou venosos (trombose venosa profunda, AVC, infarto do miocárdio) e complicações obstétricas, como abortamentos de repetição, pré-eclâmpsia grave e parto prematuro.
O diagnóstico de SAF requer a presença de pelo menos um critério clínico (trombose ou morbidade gestacional) e um critério laboratorial (presença persistente de anticoagulante lúpico, anticorpos anticardiolipina ou anti-beta2-glicoproteína I).
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo