Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2023
Uma gestante de 14 semanas com diagnóstico de Síndrome Anti-fosfolípide, tem indicação de:
SAF na gestação → Heparina (HBPM) + AAS (baixa dose) para prevenir trombose e complicações obstétricas.
A Síndrome Antifosfolípide na gestação aumenta o risco de trombose e complicações obstétricas como abortos de repetição, pré-eclâmpsia e restrição de crescimento. A combinação de heparina de baixo peso molecular e AAS em baixa dose é a terapia padrão para melhorar os desfechos gestacionais.
A Síndrome Antifosfolípide (SAF) é uma doença autoimune caracterizada pela presença de anticorpos antifosfolípides e eventos trombóticos ou complicações obstétricas. Na gestação, a SAF é uma causa importante de morbimortalidade materna e fetal, sendo associada a abortos de repetição, perdas fetais tardias, pré-eclâmpsia grave e restrição de crescimento intrauterino. O diagnóstico precoce e o manejo adequado são cruciais para o sucesso da gestação. A fisiopatologia envolve a formação de trombos na circulação materna e placentária, levando à isquemia e infarto placentário. Os anticorpos antifosfolípides interagem com proteínas de ligação a fosfolipídios, promovendo um estado pró-trombótico. O tratamento visa prevenir a formação desses trombos e melhorar o fluxo sanguíneo útero-placentário. A conduta padrão para gestantes com SAF é a terapia combinada de heparina de baixo peso molecular (HBPM) e ácido acetilsalicílico (AAS) em baixa dose. O AAS é iniciado precocemente (idealmente antes da concepção ou no primeiro trimestre) e a HBPM é iniciada após a confirmação da gravidez e mantida até o puerpério. Essa abordagem demonstrou reduzir significativamente as taxas de complicações obstétricas e trombóticas.
A SAF aumenta significativamente o risco de trombose materna e complicações obstétricas como abortos de repetição, perdas fetais, pré-eclâmpsia grave e restrição de crescimento intrauterino, devido à formação de trombos na placenta.
O AAS em baixa dose atua na inibição da agregação plaquetária, enquanto a heparina (geralmente HBPM) inibe a cascata de coagulação. A combinação é mais eficaz na prevenção da formação de trombos e na melhoria dos desfechos gestacionais.
O tratamento com AAS em baixa dose deve ser iniciado antes da concepção ou assim que a gravidez for confirmada. A heparina de baixo peso molecular é geralmente iniciada após a confirmação da gravidez, no primeiro trimestre.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo