Síndrome Antifosfolipídio: Diagnóstico e Critérios Clínicos

UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2020

Enunciado

Mulher de 32 anos é transferida para investigação diagnóstica de trombofilia adquirida. Nos últimos meses, apresentou diversos episódios tromboembólicos arteriais e venosos. É tabagista (10 maços-ano) e faz uso de contraceptivo conjugado via oral há cinco anos. A anamnese, o exame físico e os exames complementares indicam síndrome de anticorpo antifosfolipídio (SAF) primária. Esse fato foi reforçado pela exclusão de eventos arteriais devidos a embolias paradoxais, uma vez que o ecocardiograma com microbolhas afastou a existência de forame oval patente ou outros shunts intracardíacos. O conjunto de dados relatados no prontuário da paciente, para a construção da hipótese diagnóstica de SAF, é:

Alternativas

  1. A) história de hanseníase na adolescência, ausculta de plop mitral e tempo de coagulação extremamente reduzido
  2. B) passado de episódios recorrentes de injúria renal aguda, detecção de placas de Hollenhorst na fundoscopia e deficiência sérica de inibidor de C1
  3. C) história de morte fetal espontânea no quarto mês de gestação prévia, presença de livedo reticularis e tempo de tromboplastina parcial ativado prolongado
  4. D) passado de fenômenos autoimunes (especialmente síndrome pulmão-rim), palpação de frêmito na região cervical e INR corrigido no teste da mistura

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