SMS Piracicaba - Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba (SP) — Prova 2021
Paciente de 30 anos de idade, G3P0A3, todas perdas gestacionais antes de 10 semanas de gravidez. Na propedêutica foram evidenciados cariótipo do casal normal, ultrassonografia transvaginal sem alterações e anticoagulante lúpico positivo e confirmado após 3 meses. Há indicação de iniciar, após o teste positivo de gravidez:
SAF na gravidez (perdas recorrentes) → AAS + Heparina (após teste positivo).
Pacientes com Síndrome do Anticorpo Antifosfolipídeo (SAF) e histórico de perdas gestacionais recorrentes têm alto risco de trombose placentária. O tratamento de escolha na gravidez é a combinação de ácido acetilsalicílico (AAS) em baixa dose e heparina (não fracionada ou de baixo peso molecular), iniciados após a confirmação da gravidez.
A Síndrome do Anticorpo Antifosfolipídeo (SAF) é uma trombofilia adquirida autoimune caracterizada pela presença de anticorpos antifosfolipídeos (anticoagulante lúpico, anticardiolipina e/ou anti-beta2-glicoproteína I) associada a eventos trombóticos (arteriais ou venosos) e/ou morbidade gestacional (perdas gestacionais recorrentes, pré-eclâmpsia grave, parto prematuro). É uma causa importante e tratável de infertilidade e complicações obstétricas. A fisiopatologia da SAF na gravidez envolve principalmente a formação de trombos na vasculatura placentária, levando a infartos placentários, insuficiência placentária e falha na implantação, resultando em abortos de repetição, restrição de crescimento intrauterino e outras complicações. O diagnóstico é feito pela combinação de critérios clínicos e laboratoriais, com a positividade persistente dos anticorpos antifosfolipídeos. O tratamento para gestantes com SAF e histórico de perdas gestacionais é a combinação de ácido acetilsalicílico (AAS) em baixa dose (geralmente 100 mg/dia) e heparina (não fracionada ou de baixo peso molecular, como enoxaparina). Essa terapia deve ser iniciada logo após a confirmação da gravidez e mantida durante toda a gestação e, em alguns casos, no puerpério, para prevenir a trombose e melhorar o prognóstico gestacional.
A SAF causa perdas gestacionais principalmente por trombose na vasculatura placentária, levando a insuficiência placentária, infartos e falha na implantação ou desenvolvimento embrionário/fetal.
O tratamento com ácido acetilsalicílico em baixa dose e heparina (geralmente de baixo peso molecular) deve ser iniciado assim que a gravidez for confirmada (teste positivo), e mantido durante toda a gestação e no puerpério.
Os critérios incluem um evento clínico (trombose vascular ou morbidade gestacional) e a presença persistente de anticorpos antifosfolipídeos (anticoagulante lúpico, anticardiolipina ou anti-beta2-glicoproteína I) em duas ocasiões, com pelo menos 12 semanas de intervalo.
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