Síndrome Antifosfolipídeo: Diagnóstico e Sinais Chave

UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2023

Enunciado

Paciente feminina com 27 anos, apresentando dor torácica ventilatório-dependente e dificuldade para respirar. Notou, há 2 dias, que a perna direita estava inchada e muito dolorida, com sensação de peso. Ao exame físico, presença de livedo racemoso em membros, ausculta pulmonar reduzida difusamente, presença de empastamento e sinal de Homans positivo em membro inferior direito, restante sem alterações. Diante do caso clínico, qual o diagnóstico mais provável e o exame mais especifico para esse diagnóstico:

Alternativas

  1. A) Síndrome do anticorpo antifosfolipideo e anticoagulante lúpico.
  2. B) Artrite reumatoide e FR.
  3. C) Lupus eritematoso sistêmico e FAN.
  4. D) Lupus eritematoso sistêmico e antiSM.
  5. E) Síndrome do anticorpo antifosfolipideo e FAN.

Pérola Clínica

Jovem com TVP/TEP + livedo racemoso → suspeitar SAF e investigar anticoagulante lúpico.

Resumo-Chave

A presença de trombose (TVP e TEP) em uma paciente jovem, especialmente com manifestações cutâneas como livedo racemoso, deve levantar forte suspeita de trombofilias adquiridas, sendo a Síndrome do Anticorpo Antifosfolipídeo (SAF) a principal. O anticoagulante lúpico é um dos exames mais específicos para seu diagnóstico.

Contexto Educacional

A Síndrome do Anticorpo Antifosfolipídeo (SAF) é uma trombofilia adquirida autoimune, caracterizada pela presença de anticorpos antifosfolipídeos associados a eventos trombóticos (arteriais ou venosos) e/ou morbidade gestacional. É uma condição importante na prática clínica, especialmente em pacientes jovens com eventos trombóticos inexplicados, e sua identificação é crucial para a prevenção de recorrências. A fisiopatologia envolve a ligação dos anticorpos antifosfolipídeos a proteínas plasmáticas, como a beta2-glicoproteína I, que interagem com fosfolipídeos de membrana, resultando em um estado pró-trombótico. O diagnóstico é estabelecido pela combinação de critérios clínicos (trombose vascular ou morbidade gestacional) e laboratoriais (presença de anticoagulante lúpico, anticorpos anticardiolipina ou anti-beta2-glicoproteína I em duas ocasiões, com intervalo de 12 semanas). O tratamento da SAF visa prevenir novos eventos trombóticos, sendo a anticoagulação a pedra angular da terapia. Pacientes com SAF trombótica geralmente necessitam de anticoagulação de longo prazo, muitas vezes com varfarina, mantendo um INR alvo. O prognóstico é variável e depende da adesão ao tratamento e da prevenção de complicações.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais e sintomas da Síndrome do Anticorpo Antifosfolipídeo?

A SAF se manifesta principalmente por eventos trombóticos arteriais ou venosos (como TVP e TEP), morbidade gestacional (abortos de repetição) e, por vezes, livedo racemoso.

Qual o exame mais específico para diagnosticar a SAF?

O diagnóstico da SAF requer a presença de critérios clínicos e laboratoriais. Entre os exames laboratoriais, o anticoagulante lúpico, os anticorpos anticardiolipina e anti-beta2-glicoproteína I são os mais específicos.

Como diferenciar a SAF de outras trombofilias?

A SAF é uma trombofilia adquirida, enquanto outras são congênitas (ex: deficiência de antitrombina, proteína C ou S). A história clínica, como a presença de livedo racemoso e a positividade dos autoanticorpos específicos, ajuda na diferenciação.

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