Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2022
Jovem, 21 anos, é admitida no pronto atendimento com suspeita de intoxicação exógena por droga anticolinérgica. Acompanhantes que a trouxeram referem que estavam em uma balada tomando chá alucinógeno.Assinale a alternativa que apresenta o quadro clínico mais compatível.
Intoxicação anticolinérgica → "Quente como deserto, seco como osso, vermelho como beterraba, cego como morcego, louco como um chapeleiro".
A intoxicação por drogas anticolinérgicas resulta do bloqueio dos receptores muscarínicos da acetilcolina, levando a uma síndrome caracterizada por midríase (visão turva), pele seca e avermelhada (hiperemia), hipertermia, taquicardia, hipertensão e alterações do estado mental (agitação, delírio, alucinações). A frase mnemônica "quente, seco, vermelho, cego, louco" resume bem o quadro.
A intoxicação por drogas anticolinérgicas é uma toxíndrome comum em pronto-atendimentos, frequentemente associada ao uso recreativo de plantas (como Datura stramonium) ou superdosagem de medicamentos (anti-histamínicos, antidepressivos tricíclicos, antipsicóticos). É crucial para o médico emergencista reconhecer rapidamente essa síndrome devido ao seu potencial de gravidade e à disponibilidade de tratamento específico. A fisiopatologia da síndrome anticolinérgica decorre do bloqueio dos receptores muscarínicos da acetilcolina, tanto no sistema nervoso central quanto no periférico. Isso leva a uma série de manifestações clínicas que podem ser memorizadas pela mnemônica "quente como deserto, seco como osso, vermelho como beterraba, cego como morcego, louco como um chapeleiro". Os sintomas incluem midríase (pupilas dilatadas), pele seca e avermelhada (hiperemia), hipertermia, taquicardia, hipertensão, retenção urinária, íleo paralítico e alterações do estado mental, como agitação, delírio e alucinações. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na história e no exame físico. O tratamento é inicialmente de suporte, com controle da hipertermia (resfriamento externo), hidratação e sedação se necessário. A fisostigmina, um inibidor da acetilcolinesterase, é o antídoto específico que pode reverter os efeitos anticolinérgicos, mas seu uso deve ser criterioso devido ao risco de bradicardia e convulsões. É fundamental diferenciar a toxíndrome anticolinérgica de outras síndromes, como a simpaticomimética, que apresenta sudorese e pele úmida.
Os principais sinais incluem midríase, pele seca e avermelhada, hipertermia, taquicardia, hipertensão, retenção urinária, íleo paralítico e alterações do estado mental como agitação, delírio e alucinações.
No sistema nervoso central, a intoxicação anticolinérgica causa agitação, confusão mental, delírio, alucinações e, em casos graves, convulsões e coma, devido ao bloqueio dos receptores muscarínicos cerebrais.
O tratamento inclui medidas de suporte, como controle da hipertermia e hidratação. O antídoto específico é a fisostigmina, um inibidor da acetilcolinesterase, que pode reverter os efeitos centrais e periféricos, mas deve ser usada com cautela devido a potenciais efeitos adversos cardíacos.
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