UNIFESO/HCTCO - Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (RJ) — Prova 2024
Um paciente chega ao pronto socorro do HCTCO, referindo ter ingerido grande quantidade de hioscina, que é um medicamento com efeito anticolinérgico, para controle de dor abdominal. Dentre os efeitos do abuso do medicamento podemos encontrar os seguintes achados, EXCETO:
Síndrome anticolinérgica → "cegos, loucos, quentes, secos, vermelhos" (midríase, delirium, hipertermia, mucosas secas, rubor).
A hioscina é um fármaco anticolinérgico, e sua superdosagem leva à síndrome anticolinérgica. Os efeitos incluem midríase (pupilas dilatadas), taquicardia, hipertensão, mucosas secas, retenção urinária, constipação, hipertermia e alterações do estado mental (delirium). Miose (pupilas contraídas) é um efeito colinérgico, oposto ao anticolinérgico.
A hioscina, também conhecida como escopolamina, é um fármaco anticolinérgico que bloqueia os receptores muscarínicos da acetilcolina. Em doses terapêuticas, é utilizada para espasmos gastrointestinais e cinetose. No entanto, o abuso ou superdosagem pode levar a uma síndrome anticolinérgica, uma emergência toxicológica que exige reconhecimento rápido e manejo adequado. Os achados clínicos da síndrome anticolinérgica são classicamente descritos pela mnemônica "cegos, loucos, quentes, secos, vermelhos": midríase (cegos), delirium/agitação (loucos), hipertermia (quentes), pele e mucosas secas (secos), e rubor facial (vermelhos). Outros sintomas incluem taquicardia, hipertensão, retenção urinária e diminuição da motilidade gastrointestinal. A miose, ou constrição pupilar, é um efeito colinérgico e, portanto, o oposto do que se espera em uma intoxicação anticolinérgica. O manejo da intoxicação anticolinérgica é principalmente de suporte, visando a estabilização do paciente e o controle dos sintomas. Medidas como lavagem gástrica e carvão ativado podem ser consideradas se a ingestão for recente. A fisostigmina, um inibidor da acetilcolinesterase, pode ser usada como antídoto em casos selecionados e graves, mas sua administração requer monitoramento rigoroso devido ao risco de bradicardia e convulsões.
Os principais sinais incluem midríase (pupilas dilatadas), pele quente e seca, rubor facial, mucosas secas, taquicardia, hipertensão, retenção urinária, constipação e alterações do estado mental, como delirium e agitação.
A miose é um efeito da estimulação do sistema nervoso parassimpático (colinérgico), enquanto a síndrome anticolinérgica resulta do bloqueio desses receptores. Portanto, o efeito esperado é o oposto, a midríase.
O tratamento é primariamente de suporte, incluindo lavagem gástrica se precoce, carvão ativado e medidas para controlar a hipertermia e agitação. Em casos graves, a fisostigmina pode ser usada como antídoto, mas com cautela devido a potenciais efeitos adversos.
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