INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2022
Pré-escolar de três anos de idade, sexo masculino, previamente hígido, foi levado à emergência, apresentando agitação psicomotora, midríase, boca seca e rubor facial. A mãe dele informou que tinha percebido os sintomas havia uma hora, ao chegar do trabalho. O menor fica em casa com a irmã, de 10 anos, durante o período da tarde, até a mãe retornar do trabalho.Conforme o quadro clínico apresentado, trata-se de intoxicação por
Agitação, midríase, boca seca e rubor facial em criança → Síndrome anticolinérgica (ex: anti-histamínico).
O quadro clínico de agitação psicomotora, midríase, boca seca e rubor facial é clássico da síndrome anticolinérgica. Entre as opções, a dexclorfeniramina, um anti-histamínico de primeira geração, possui potente efeito anticolinérgico e é uma causa comum de intoxicação acidental em crianças.
Intoxicações acidentais em crianças são uma causa comum de atendimento em emergências pediátricas, e a identificação rápida da síndrome toxicológica é crucial para o manejo adequado. A síndrome anticolinérgica é uma das mais frequentes, especialmente devido à ampla disponibilidade de medicamentos com efeitos anticolinérgicos em domicílios. O reconhecimento dos sinais e sintomas é vital para um diagnóstico e tratamento eficazes. A fisiopatologia da síndrome anticolinérgica decorre do bloqueio dos receptores muscarínicos da acetilcolina. Isso leva a uma inibição do sistema nervoso parassimpático, resultando em sintomas como midríase (bloqueio da constrição pupilar), boca seca (diminuição da salivação), taquicardia, retenção urinária, diminuição da motilidade intestinal e, centralmente, agitação, confusão e alucinações. O rubor facial e a hipertermia são devidos à inibição da sudorese e vasodilatação periférica compensatória. O tratamento é primariamente de suporte, visando estabilizar o paciente e controlar os sintomas. A descontaminação gastrointestinal (carvão ativado) pode ser considerada se a ingestão for recente. A fisostigmina, um antídoto específico, pode ser utilizada em casos de toxicidade grave com manifestações centrais, mas requer cautela e monitorização intensiva devido aos seus potenciais efeitos adversos. A prevenção, através da guarda segura de medicamentos, é a medida mais importante.
Os sinais e sintomas incluem agitação psicomotora, midríase, boca seca, rubor facial, taquicardia, retenção urinária, diminuição dos ruídos hidroaéreos e, em casos graves, hipertermia e convulsões.
Medicamentos com efeitos anticolinérgicos incluem anti-histamínicos de primeira geração (como dexclorfeniramina, difenidramina), antidepressivos tricíclicos, antipsicóticos, antiespasmódicos e algumas plantas tóxicas.
A conduta inicial envolve suporte vital (ABC), descontaminação gastrointestinal se indicada e precoce, e tratamento sintomático. Em casos graves, pode ser necessário o uso de fisostigmina, um inibidor da acetilcolinesterase, sob monitorização rigorosa.
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