Síndrome Anticolinérgica: Reconhecimento e Manejo

HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2023

Enunciado

Jovem, 21 anos, é admitido no pronto atendimento com suspeita de intoxicação exógena por droga anticolinérgica. Acompanhantes que o trouxeram referem que estavam em uma festa tomando chá alucinógeno.Assinale a alternativa que apresenta o quadro clínico mais compatível.

Alternativas

  1. A) Midríase, hipertensão, taquicardia, hipertermia, hiperemia cutânea e mucosas secas.
  2. B) Midríase, hipertensão, bradicardia, hipotermia, hiperemia cutânea e hipersecreção.
  3. C) Miose, hipotensão, bradicardia, hipertermia, palidez cutânea e hipersecreção.
  4. D) Miose, hipertensão, taquicardia, hipertermia, hiperemia cutânea e hipersecreção.
  5. E) Midríase, hipotensão, bradicardia, hipotermia, palidez cutânea e mucosas secas.

Pérola Clínica

Síndrome anticolinérgica → midríase, taquicardia, hipertermia, pele seca/vermelha, agitação/delírio.

Resumo-Chave

A síndrome anticolinérgica é caracterizada por sinais como midríase, taquicardia, hipertermia, pele seca e avermelhada, mucosas secas, retenção urinária e alterações do estado mental (agitação, delírio).

Contexto Educacional

A síndrome anticolinérgica é uma emergência toxicológica comum, frequentemente causada por medicamentos (antihistamínicos, antidepressivos tricíclicos, antipsicóticos) ou plantas (beladona, estramônio). Sua rápida identificação é crucial para evitar complicações graves, como arritmias e hipertermia maligna. A fisiopatologia envolve o bloqueio dos receptores muscarínicos de acetilcolina no sistema nervoso central e periférico. Isso resulta em inibição parassimpática, levando a midríase (visão borrada), taquicardia, hipertermia (ausência de sudorese), pele seca e avermelhada, mucosas secas, íleo paralítico, retenção urinária e alterações do estado mental, como agitação, alucinações e coma. O manejo inicial inclui medidas de suporte, como hidratação, controle da hipertermia e sedação para agitação. O antídoto específico é a fisostigmina, um inibidor da acetilcolinesterase, que aumenta os níveis de acetilcolina na fenda sináptica, revertendo os efeitos anticolinérgicos. A fisostigmina deve ser usada com cautela, especialmente em pacientes com doenças cardíacas ou convulsões.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais e sintomas da síndrome anticolinérgica?

Os principais sinais incluem midríase, taquicardia, hipertermia, pele seca e avermelhada, mucosas secas, retenção urinária e alterações do estado mental, como agitação e delírio.

Qual o tratamento específico para a intoxicação anticolinérgica?

Além do suporte clínico, o antídoto específico é a fisostigmina, um inibidor da acetilcolinesterase, que pode reverter os efeitos centrais e periféricos da intoxicação.

Como diferenciar a síndrome anticolinérgica de outras síndromes toxicológicas com midríase?

A principal diferença da síndrome simpaticomimética é a presença de pele seca e mucosas secas na anticolinérgica, enquanto na simpaticomimética há sudorese profusa.

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