Síndrome Anterior da Medula: Diagnóstico e Sinais

UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2022

Enunciado

Paciente politraumatizado de 35 anos chega na UPA de Rio Verde; na admissão suspeita, de traumatismo raquimedular. Ao exame, o interno de medicina de FAMERV percebeu que o paciente apresentava perda de sensibilidade à dor e à temperatura, porém a sensibilidade proprioceptiva ao posicionamento, à vibração e à pressão profunda está preservada. Qual o nome dessa síndrome medular?

Alternativas

  1. A) Síndrome central da medula.
  2. B) Síndrome de Brown-Séquard.
  3. C) Síndrome anterior da medula.
  4. D) Síndrome do cone medular.

Pérola Clínica

Síndrome Anterior Medular = perda motora + dor/temperatura, com propriocepção preservada.

Resumo-Chave

A Síndrome Anterior da Medula é caracterizada pela lesão das vias corticoespinhais e espinotalâmicas anteriores, resultando em perda motora e da sensibilidade à dor e temperatura, enquanto as colunas posteriores (propriocepção, vibração) são poupadas.

Contexto Educacional

A Síndrome Anterior da Medula é uma das síndromes medulares mais importantes no contexto do traumatismo raquimedular (TRM) e outras lesões medulares. Ela resulta da lesão dos dois terços anteriores da medula espinhal, que são supridos pela artéria espinhal anterior. Esta região contém as vias corticoespinhais (responsáveis pela função motora) e as vias espinotalâmicas (responsáveis pela sensibilidade à dor e temperatura). Clinicamente, a síndrome se manifesta por perda da função motora (paraplegia ou tetraplegia, dependendo do nível da lesão) e perda bilateral da sensibilidade à dor e temperatura abaixo do nível da lesão. Um ponto chave para o diagnóstico é a preservação das colunas posteriores, que contêm as vias da propriocepção, vibração e tato discriminativo. Isso significa que o paciente, apesar da paralisia e da incapacidade de sentir dor ou temperatura, ainda pode ter a percepção da posição de seus membros. O diagnóstico precoce é crucial para o manejo do paciente politraumatizado com suspeita de TRM. A compreensão das síndromes medulares permite ao médico localizar a lesão e prever os déficits neurológicos, orientando a conduta terapêutica e o prognóstico. A diferenciação de outras síndromes, como a de Brown-Séquard (hemisseção medular) ou a central da medula, é fundamental para o manejo adequado.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clínicos da Síndrome Anterior da Medula?

A Síndrome Anterior da Medula tipicamente apresenta perda da função motora (paraplegia ou tetraplegia), perda da sensibilidade à dor e à temperatura abaixo do nível da lesão, com preservação da propriocepção, vibração e tato discriminativo.

Qual a causa mais comum da Síndrome Anterior da Medula?

A causa mais comum é a isquemia da artéria espinhal anterior, que irriga os dois terços anteriores da medula espinhal. Traumas diretos, hérnias de disco e tumores também podem causar compressão e lesão.

Como a Síndrome Anterior da Medula difere da Síndrome de Brown-Séquard?

Na Síndrome Anterior da Medula, há perda bilateral da função motora e sensibilidade à dor/temperatura. Na Síndrome de Brown-Séquard (hemisseção medular), há perda motora e propriocepção ipsilateral à lesão, e perda de dor/temperatura contralateral.

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