SARA: Diagnóstico, Causas e Estratégias de Ventilação
AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2026
Enunciado
M.A.C., 68 anos, foi admitida na UTI devido a uma hemorragia digestiva alta grave, secundária a uma úlcera gástrica. Seu quadro inicial evoluiu para choque hipovolêmico, exigindo múltiplas transfusões de concentrado de hemácias, nas 4 horas seguintes ao final da última transfusão, a paciente desenvolveu dispneia progressiva e taquipneia. A ausculta pulmonar revelou estertores finos bilaterais, e a saturação de oxigênio caiu para 88% em ar ambiente. Ao exame físico a pressão arterial permaneceu estável, e não havia sinais de sobrecarga hídrica e nem febre.
Os exames complementares mostraram uma relação PaO2/FiO2 (P/F): 110 e radiografia de tórax abaixo:
Em relação ao diagnóstico assinale a alternativa correta:
Alternativas
A) Caso a paciente evolua para ventilação mecânica deve-se optar por ventilações com alto volume corrente por quilo para se obter uma melhora da sobrevida.
B) Embora muitas doenças clínicas e cirúrgicas estejam associadas ao desenvolvimento de SARA, a maioria dos casos (> 80%) é causada por pneumonia e sepse (cerca de 40 a 60%).
C) Caso a paciente evolua para ventilação mecânica, não haveria benefício em mantê-la em posição prona uma vez que melhora a oxigenação arterial sem benefício na mortalidade.
D) Pacientes com SARA devem ser manejados evitando a restrição hídrica uma vez que a diminuição do enchimento atrial esquerdo é associado com maior mortalidade por hipoperfusão renal.
E) Trata-se de uma SARA (Síndrome da Angústia Respiratória Aguda) grave por lesão pulmonar direta ocasionado pelo aumento de volume circulante gerado pelas múltiplas transfusões de sangue.
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