SARA: Entenda os Critérios e Epidemiologia na UTI

SMS Piracicaba - Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba (SP) — Prova 2020

Enunciado

Em relação à Síndrome da Angústia Respiratória Aguda (SARA) podemos afirmar que:

Alternativas

  1. A) Seu quadro é de instalação rápida caracterizado por dispneia intensa, hipoxemia e infiltrados pulmonares difusos
  2. B) A lesão pulmonar ocorre de maneira direta na sepse
  3. C) A SARA é definida em duas categorias de acordo com o grau de hipoxemia
  4. D) Sua incidência anual é de 100 casos por 100000 habitantes.
  5. E) Dos pacientes admitidos em UTI somente 10% reúnem os critérios para SARA

Pérola Clínica

SARA: quadro agudo de dispneia, hipoxemia e infiltrados bilaterais, mas sua incidência em UTI é menor que o senso comum.

Resumo-Chave

A SARA é uma condição grave com alta mortalidade, caracterizada por início agudo de hipoxemia e infiltrados pulmonares bilaterais não explicados por insuficiência cardíaca. Embora seja uma complicação comum em pacientes críticos, a alternativa E destaca um dado epidemiológico específico sobre a proporção de pacientes em UTI que de fato preenchem os critérios diagnósticos.

Contexto Educacional

A Síndrome da Angústia Respiratória Aguda (SARA) é uma condição grave e potencialmente fatal, caracterizada por inflamação pulmonar difusa e aumento da permeabilidade vascular, levando a edema pulmonar não cardiogênico e hipoxemia refratária. Sua incidência varia, mas é uma das principais causas de mortalidade em unidades de terapia intensiva. É fundamental que residentes e estudantes compreendam seus critérios diagnósticos e a complexidade de seu manejo. A fisiopatologia da SARA envolve uma resposta inflamatória sistêmica ou localizada no pulmão, resultando em dano alveolar difuso. O diagnóstico é feito pelos critérios de Berlim, que incluem início agudo, infiltrados pulmonares bilaterais na radiografia de tórax, e hipoxemia avaliada pela relação PaO2/FiO2, excluindo insuficiência cardíaca como causa principal. A suspeita deve surgir em pacientes com fatores de risco como sepse, pneumonia grave, trauma ou pancreatite. O tratamento da SARA é predominantemente de suporte, com ventilação mecânica protetora, otimização da oxigenação e manejo hemodinâmico. O prognóstico é reservado, com taxas de mortalidade ainda elevadas. É crucial reconhecer que, embora a SARA seja uma complicação temida, a proporção de pacientes em UTI que preenchem todos os critérios diagnósticos pode ser menor do que o senso comum sugere, destacando a importância de uma avaliação criteriosa.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais critérios diagnósticos para SARA?

Os critérios de Berlim para SARA incluem início agudo (em até 7 dias), infiltrados pulmonares bilaterais não explicados por sobrecarga hídrica, e hipoxemia avaliada pela relação PaO2/FiO2 (leve, moderada ou grave).

A sepse é uma causa direta ou indireta de SARA?

A sepse é uma das causas mais comuns de SARA, e a lesão pulmonar pode ocorrer tanto de forma direta (ex: pneumonia séptica) quanto indireta (ex: sepse de foco abdominal com liberação de mediadores inflamatórios).

Qual a importância da relação PaO2/FiO2 na SARA?

A relação PaO2/FiO2 é crucial para classificar a gravidade da SARA (leve: 200-300 mmHg; moderada: 100-200 mmHg; grave: <100 mmHg), orientando o manejo ventilatório e o prognóstico.

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