UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2024
Em síndromes de abstinência, no caso de medicamentos, identificar possíveis classes, auxilia na definição do tratamento. Dentre as substâncias abaixo, aquela que habitualmente, em sua abstenção, cursa com pacientes alertas e orientados é:
Abstinência opioide → sintomas físicos intensos, mas geralmente sem alteração de consciência (paciente alerta/orientado).
Enquanto a abstinência de depressores do SNC como álcool, benzodiazepínicos e barbitúricos pode levar a quadros de delirium, convulsões e alteração do nível de consciência, a abstinência de opioides classicamente cursa com sintomas físicos severos (gripais, dor, GI) mas sem comprometimento significativo da consciência ou orientação.
As síndromes de abstinência são condições clínicas que surgem após a interrupção ou redução do uso de uma substância psicoativa, e seus sintomas variam amplamente dependendo da classe da droga. O reconhecimento das características de cada síndrome é crucial para o diagnóstico e manejo adequados, especialmente em ambientes de emergência. Depressores do sistema nervoso central (SNC), como álcool, benzodiazepínicos e barbitúricos, causam uma síndrome de abstinência caracterizada por hiperexcitabilidade do SNC. Isso pode manifestar-se como ansiedade, agitação, tremores, convulsões e, em casos graves, delirium tremens, onde o paciente está desorientado e com alteração do nível de consciência. A abstinência dessas substâncias pode ser fatal. Em contraste, a abstinência de opioides, como a morfina, embora extremamente desconfortável e dolorosa, geralmente não cursa com alteração do nível de consciência ou convulsões. Os sintomas são predominantemente físicos e autonômicos, assemelhando-se a um quadro gripal severo, com rinorreia, lacrimejamento, dor muscular, diarreia e náuseas. Compreender essas diferenças é fundamental para a prática médica e para a segurança do paciente, permitindo a escolha da terapêutica mais apropriada para cada tipo de abstinência.
Os sintomas incluem dor muscular e óssea, rinorreia, lacrimejamento, piloereção, diarreia, náuseas, vômitos, cólicas abdominais, midríase, bocejos e ansiedade, mas geralmente sem alteração do nível de consciência.
A abstinência de álcool e benzodiazepínicos pode causar hiperexcitabilidade do sistema nervoso central, levando a convulsões, alucinações, delirium tremens e instabilidade autonômica, que podem ser fatais se não tratadas adequadamente.
Na abstinência de opioides, o paciente geralmente permanece alerta e orientado. Já na abstinência de álcool, benzodiazepínicos e barbitúricos, é comum observar confusão, desorientação e, em casos graves, delirium.
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