FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2023
Paciente apresenta síndrome de abstinência alcoólica. É correto afirmar que
Síndrome abstinência alcoólica → Benzodiazepínicos são 1ª linha para controle de sintomas e prevenção de convulsões e delirium tremens.
Os benzodiazepínicos atuam modulando o receptor GABA, que está hipofuncionante na abstinência alcoólica, reduzindo a hiperatividade do sistema nervoso central. Eles são eficazes no controle da agitação, ansiedade, tremores e na prevenção de convulsões e delirium tremens.
A síndrome de abstinência alcoólica (SAA) é uma condição grave que ocorre em indivíduos dependentes de álcool após a redução ou interrupção do consumo. Sua prevalência é alta em pacientes com alcoolismo crônico, e o reconhecimento precoce e manejo adequado são cruciais para prevenir complicações potencialmente fatais, como convulsões e delirium tremens. A compreensão da fisiopatologia e das opções terapêuticas é fundamental para a prática clínica. A fisiopatologia da SAA envolve a hiperatividade do sistema nervoso central devido à interrupção do efeito depressor crônico do álcool nos receptores GABA e à superativação dos receptores NMDA. O diagnóstico é clínico, baseado na história de consumo de álcool e no aparecimento dos sintomas após a abstinência. A escala CIWA-Ar é uma ferramenta útil para avaliar a gravidade dos sintomas e guiar o tratamento. O tratamento da SAA visa controlar os sintomas, prevenir complicações e promover a desintoxicação segura. Os benzodiazepínicos são a pedra angular do tratamento, atuando na modulação GABAérgica. A tiamina é essencial para prevenir a síndrome de Wernicke-Korsakoff. Outras medidas incluem hidratação, correção de eletrólitos e suporte nutricional.
Os sintomas incluem tremores, ansiedade, agitação, náuseas, vômitos, sudorese, taquicardia, hipertensão, alucinações e, em casos graves, convulsões e delirium tremens.
Benzodiazepínicos são a primeira escolha por modularem o receptor GABA, que está hipofuncionante na abstinência, reduzindo a hiperexcitabilidade neuronal e controlando eficazmente os sintomas e prevenindo complicações graves como convulsões.
Deve-se suspeitar em pacientes com encefalopatia, ataxia e oftalmoplegia. A reposição de tiamina é obrigatória antes ou concomitantemente à glicose para prevenir ou tratar esta complicação.
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