UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2023
No Brasil, o uso de álcool é o 4º fator de risco para mortes prematuras e incapacidades. A síndrome de privação ou de abstinência é esperada no caso dos transtornos moderados a graves, com intensidades variáveis, toda vez que a alcoolemia cai. Nesse caso, deve ser realizado o manejo da síndrome de abstinência, que inclui:
Manejo da abstinência alcoólica → Tiamina (vitamina B1) IM é essencial para prevenir encefalopatia de Wernicke.
A suplementação de tiamina (vitamina B1) é um pilar fundamental no manejo da síndrome de abstinência alcoólica, especialmente para prevenir a encefalopatia de Wernicke, uma complicação neurológica grave. A administração intramuscular é preferível inicialmente para garantir a absorção.
A síndrome de abstinência alcoólica (SAA) é uma condição potencialmente grave que ocorre quando indivíduos dependentes de álcool reduzem ou cessam o consumo. No Brasil, o uso de álcool é um fator de risco significativo para morbimortalidade, tornando o manejo da SAA uma competência essencial para médicos. A intensidade dos sintomas varia de tremores e ansiedade a convulsões e delirium tremens. O manejo da SAA visa aliviar os sintomas, prevenir complicações graves e iniciar o caminho para a recuperação. Um dos pilares do tratamento é a reposição de tiamina (vitamina B1), devido à alta prevalência de deficiência em pacientes alcoólatras. A tiamina é fundamental para o metabolismo da glicose no cérebro, e sua deficiência pode levar à encefalopatia de Wernicke, uma emergência neurológica. Além da tiamina, os benzodiazepínicos são a medicação de escolha para controlar a agitação, ansiedade e prevenir convulsões, atuando na modulação do GABA. Glicose hipertônica deve ser administrada com cautela e sempre após a tiamina para evitar precipitar ou agravar a encefalopatia. A clorpromazina e a fenitoína não são as escolhas ideais para o manejo da SAA, podendo até piorar o quadro em alguns casos.
A tiamina é crucial porque a deficiência é comum em alcoólatras e sua reposição previne a encefalopatia de Wernicke, uma complicação neurológica grave caracterizada por confusão, ataxia e oftalmoplegia.
Os benzodiazepínicos são a principal classe de medicamentos para controlar a agitação, ansiedade e prevenir convulsões na síndrome de abstinência alcoólica, devido à sua ação GABAérgica.
Não, a fenitoína não é eficaz na prevenção de convulsões da abstinência alcoólica. Benzodiazepínicos são a escolha primária para este fim, pois atuam nos mecanismos subjacentes da hiperexcitabilidade neuronal.
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