PSU-AL - Processo Seletivo Unificado de Alagoas — Prova 2019
VBK, 42 anos, sexo masculino, morador de rua, foi submetido a cirurgia para tratamento de trauma abdominal por arma branca. À admissão no Pronto Socorro apresentava hálito etílico e sinais indiscutíveis de alcoolismo crônico. No segundo dia de pós operatório começou com tremores acompanhado de taquicardia, rubor fácil e hiperreflexia. Evoluiu com ataxia, confusão mental e oftalmoplegia. Em relação a este caso assinale alternativa INCORRETA:
Abstinência alcoólica grave → Delirium tremens, Encefalopatia de Wernicke. Tiamina profilática é crucial.
O paciente apresenta sinais de abstinência alcoólica grave, possivelmente evoluindo para Delirium Tremens e Encefalopatia de Wernicke, esta última caracterizada pela tríade ataxia, confusão mental e oftalmoplegia. A reposição de tiamina é fundamental para prevenir ou tratar a Encefalopatia de Wernicke, e benzodiazepínicos são a base do tratamento da abstinência.
A síndrome de abstinência alcoólica (SAA) é uma condição comum e potencialmente fatal, que afeta indivíduos com dependência de álcool após a interrupção ou redução abrupta do consumo. Sua prevalência é alta em serviços de emergência e unidades de terapia intensiva, especialmente em pacientes cirúrgicos ou com trauma. O reconhecimento precoce e o manejo adequado são cruciais para prevenir complicações graves como o Delirium Tremens e a Encefalopatia de Wernicke. A fisiopatologia da SAA envolve a hiperatividade do sistema nervoso simpático e a desregulação dos neurotransmissores, principalmente a diminuição da atividade GABAérgica e o aumento da atividade glutamatérgica. Isso resulta em sintomas como tremores, taquicardia, hipertensão, sudorese, ansiedade, insônia, e em casos graves, alucinações, convulsões e Delirium Tremens. A Encefalopatia de Wernicke, causada pela deficiência de tiamina, manifesta-se pela tríade clássica de ataxia, oftalmoplegia e confusão mental. O tratamento da SAA baseia-se na administração de benzodiazepínicos para controlar a hiperatividade autonômica e prevenir convulsões. A tiamina deve ser administrada profilaticamente a todos os pacientes com suspeita de alcoolismo crônico, especialmente antes da infusão de glicose, para prevenir a Encefalopatia de Wernicke. O manejo também inclui suporte hidroeletrolítico, monitorização de sinais vitais e tratamento de comorbidades.
Os sinais e sintomas variam de tremores, taquicardia, sudorese, ansiedade, insônia, até convulsões e Delirium Tremens, que se manifesta com confusão mental, alucinações e agitação psicomotora.
A tiamina é crucial para prevenir e tratar a Encefalopatia de Wernicke, uma complicação neurológica grave do alcoolismo crônico e da abstinência, caracterizada por ataxia, oftalmoplegia e confusão mental.
A abstinência alcoólica causa um estado de hiperatividade autonômica, com aumento da liberação de catecolaminas, o que leva a taquicardia, hipertensão e maior demanda miocárdica de oxigênio, elevando o risco cardiovascular.
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