PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2022
Mulher de 66 anos relata vários episódios de parda súbita da consciência, precedida de náusea, palidez cutânea e sudorese, com recuperação completa em até um minuto. O primeiro evento ocorreu quando tinha 22 anos. O evento mais recente ocorreu após 30 minutos em ortostatismo em local com temperatura ambiente alta. É portadora de hipertensão arterial sistêmica diagnosticada há três anos, desde quando está em tratamento regular com anlodipino e clortalidona. Ao exame físico, na posição deitada: PA 150/86mmHg e FC 76bpm; em ortostatismo: PA 134/80mmHg e FC 92bpm. O restante do exame físico não apresentou alterações significativas. O eletrocardiograma realizado na consulta pode ser visto abaixo: Considerando a hipótese diagnóstica mais provável nesse caso, assinale a alternativa que apresenta a conduta terapêutica MAIS ADEQUADA:
Síncope vasovagal: pródromos autonômicos + gatilhos (ortostatismo prolongado, calor) → manejo não farmacológico (sal, hidratação).
A síncope vasovagal é a causa mais comum de síncope, caracterizada por pródromos como náuseas, palidez e sudorese, e desencadeada por fatores como ortostatismo prolongado ou ambientes quentes. O tratamento inicial foca em medidas não farmacológicas para aumentar o volume intravascular e evitar gatilhos.
A síncope vasovagal, ou síncope neurocardiogênica, é a forma mais comum de perda transitória da consciência, representando cerca de 50% dos casos de síncope. É crucial para o residente de medicina saber identificá-la, pois, embora geralmente benigna, pode gerar grande ansiedade e impactar a qualidade de vida do paciente. Sua prevalência é maior em jovens, mas pode ocorrer em qualquer idade, como no caso da paciente de 66 anos com histórico desde os 22. A fisiopatologia envolve uma resposta reflexa inadequada do sistema nervoso autônomo, levando a vasodilatação periférica e/ou bradicardia, resultando em hipoperfusão cerebral transitória. O diagnóstico é clínico, baseado na história detalhada dos pródromos, gatilhos e características da recuperação. Exames complementares como ECG e Tilt Test podem ser úteis para excluir outras causas e confirmar o diagnóstico, respectivamente. O tratamento é primariamente não farmacológico, focando na educação do paciente sobre os gatilhos e na implementação de medidas para aumentar o volume intravascular, como a ingestão adequada de sal e líquidos. Manobras de contrapressão isométrica podem ser ensinadas para uso durante os pródromos. Em casos refratários e graves, terapias farmacológicas ou implante de marca-passo podem ser considerados, mas são exceções.
A síncope vasovagal é frequentemente precedida por pródromos como náuseas, palidez cutânea, sudorese, tontura e visão turva. O desmaio é geralmente breve, com recuperação rápida e completa, e pode ser desencadeado por estresse emocional, dor, ortostatismo prolongado ou ambientes quentes.
A conduta mais adequada envolve medidas não farmacológicas, como aumentar a ingestão de sal e líquidos para expandir o volume intravascular. Evitar gatilhos conhecidos, realizar manobras de contrapressão (cruzamento de pernas, apertar as mãos) e levantar-se lentamente também são importantes.
Enquanto a síncope vasovagal tem pródromos autonômicos e pode ter uma resposta de FC paradoxal, a hipotensão ortostática é definida por uma queda sustentada da PA sistólica de ≥20 mmHg ou diastólica de ≥10 mmHg dentro de 3 minutos de ortostatismo, geralmente sem os pródromos vasovagais clássicos e com taquicardia compensatória.
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