Síncope Vasovagal Pediátrica: Manejo e Prevenção

HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2019

Enunciado

Mãe de menina de 12 anos, foi chamada à escola pois professora relatou que sua filha teve um episódio de síncope durante aula de educação física. Ao perguntar sobre o ocorrido, a professora diz que a menina estava fazendo abdominais e logo após se levantar rapidamente caiu no chão inconsciente. Refere que esse episódio foi rápido e a menina voltou a consciência em menos de 2 minutos, apesar de muito pálida. Sobre síncope na infância, assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) O mecanismo fisiopatológico responsável pela síncope autonômica se deve a uma diminuição no reflexo de Bezold-Jarisch.
  2. B) Distúrbio metabólico como hipoglicemia é causa extremamente comum de síncope na criança.
  3. C) A coleta de exames laboratoriais é de extrema utilidade devendo ser rotina a coleta de glicemia, hemograma e eletrólitos séricos.
  4. D) A quantidade de ingestão de sal deve ser aumentada até 10 g de sódio por dia para pacientes com sintomas recorrentes.
  5. E) Uma das opções de tratamento farmacológico para síncope autonômica é o aumento do volume sanguíneo com fludrocortisona na dose de 0,5 a 1 mg/dia.

Pérola Clínica

Síncope vasovagal recorrente → aumentar ingestão de sal e líquidos para expandir volume intravascular.

Resumo-Chave

A síncope vasovagal é a causa mais comum de síncope em crianças e adolescentes, frequentemente desencadeada por estresse, desidratação ou ortostatismo prolongado. O manejo inicial inclui medidas não farmacológicas como aumento da ingestão de líquidos e sal para expandir o volume intravascular.

Contexto Educacional

A síncope na infância é um evento comum, sendo a síncope vasovagal (ou neuromediada) a causa mais frequente, especialmente em adolescentes. Caracteriza-se por uma perda transitória da consciência e do tônus postural, com recuperação espontânea e completa, geralmente precedida por pródromos como tontura, palidez e náuseas. O mecanismo fisiopatológico da síncope vasovagal envolve uma disfunção transitória do sistema nervoso autônomo, com ativação do reflexo de Bezold-Jarisch, levando a bradicardia e vasodilatação periférica, resultando em hipotensão e hipoperfusão cerebral. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado em uma história detalhada e exame físico, sendo exames complementares reservados para casos atípicos. O tratamento e a prevenção da síncope vasovagal recorrente focam em medidas não farmacológicas, como aumentar a ingestão de líquidos e sal para expandir o volume intravascular, evitar gatilhos e realizar manobras de contrapressão. Em casos refratários, podem ser consideradas terapias farmacológicas como fludrocortisona ou betabloqueadores, embora com doses cuidadosamente ajustadas para a idade.

Perguntas Frequentes

Quais são os gatilhos comuns para síncope vasovagal em crianças?

Gatilhos comuns incluem ortostatismo prolongado, ambientes quentes, desidratação, estresse emocional, dor, visão de sangue e manobras como tosse ou micção.

Quando investigar outras causas de síncope em crianças?

Outras causas devem ser investigadas se houver síncope durante o exercício, palpitações, história familiar de morte súbita, ou se a síncope for atípica e sem pródromos.

Qual o papel do reflexo de Bezold-Jarisch na síncope vasovagal?

O reflexo de Bezold-Jarisch é ativado por receptores ventriculares, levando a bradicardia e vasodilatação paradoxal, resultando em hipotensão e consequente síncope vasovagal.

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