IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2020
Mulher de 25 anos de idade, previamente hígida, sem comorbidades, apresenta quadro súbito de perda da consciência. Relata que estava em ortostase e, de repente, começou a sentir sudorese, mal-estar, tontura e desmaiou em seguida. Recobrou a consciência rapidamente, cerca de 1 minuto após. Glicemia capilar: 72 mg/dL. Exame físico: corada, hidratada, afebril; Glasgow: 15, pressão arterial: 100 x 60 mmHg, pulso: 68 bpm, SatO₂: 95%; ausculta cardíaca, pulmonar e exame neurológico: normais. Eletrocardiograma: normal. Em relação à principal hipótese diagnóstica, é correto afirmar:
Síncope vasovagal: pródromos, perda consciência breve, recuperação rápida, pode ter movimentos tônico-clônicos curtos.
A síncope vasovagal é a causa mais comum de perda transitória da consciência, caracterizada por pródromos, recuperação rápida e, ocasionalmente, movimentos tônico-clônicos breves, sendo o diagnóstico clínico e a exclusão de causas cardíacas essenciais.
A síncope vasovagal, também conhecida como síncope neurocardiogênica, é a forma mais comum de perda transitória da consciência (PTC), representando até 60% dos casos. É uma condição benigna, mas que pode causar grande ansiedade e risco de trauma. Caracteriza-se por uma resposta reflexa exagerada que leva à vasodilatação periférica e/ou bradicardia, resultando em hipoperfusão cerebral transitória. Geralmente é desencadeada por estresse emocional, dor, ambientes quentes, ortostatismo prolongado ou visão de sangue. O diagnóstico da síncope vasovagal é predominantemente clínico, baseado na história detalhada do paciente. Os pródromos são típicos e incluem sudorese, náuseas, tontura, palidez e mal-estar, seguidos por perda de consciência breve (geralmente < 1 minuto) e recuperação rápida e completa. É importante notar que movimentos tônico-clônicos breves podem ocorrer durante a síncope, o que pode levar à confusão com epilepsia. O exame físico e o eletrocardiograma (ECG) são geralmente normais, e exames laboratoriais raramente são úteis para a etiologia. O tratamento da síncope vasovagal é focado na educação do paciente sobre os gatilhos e medidas preventivas, como evitar situações desencadeantes, hidratação adequada e manobras de contrapressão (cruzamento das pernas, apertar as mãos) durante os pródromos. Em casos refratários e graves, podem ser consideradas terapias farmacológicas ou, raramente, marca-passo. A estratificação de risco visa excluir causas cardíacas, que são as mais perigosas.
Os pródromos comuns da síncope vasovagal incluem sudorese, mal-estar, tontura, náuseas, palidez e visão turva, geralmente ocorrendo antes da perda de consciência e durando alguns segundos a minutos.
Sim, movimentos tônico-clônicos breves e limitados (geralmente < 10-20 segundos) podem ocorrer durante a síncope vasovagal devido à hipoperfusão cerebral, e não indicam necessariamente uma crise epiléptica.
O eletrocardiograma é fundamental para excluir causas cardíacas arritmogênicas. Em casos selecionados, ecocardiograma, teste ergométrico ou monitorização prolongada podem ser necessários, mas na síncope vasovagal típica, exames laboratoriais e de imagem extensos são frequentemente normais e menos úteis para a etiologia.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo