Perda de Consciência: Investigação Inicial em Emergência

SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2020

Enunciado

Mulher de 55 anos, hipertensa, diabética e renal crônica não dialítica, chegou a emergência do hospital trazida por familiares 30 minutos após breve perda de consciência (+/- 3 min). Acompanhante relata que a paciente estava apresentando abalos de braços e pernas e ficou com os olhos abertos. Paciente não apresenta sinais neurológicos focais. Ao exame apresenta abertura ocular, obedece a comandos e segue desorientado em tempo e espaço. SSVV: PA = 140 x 80 FC = 80 bpm FR = 15. Sem alterações ao exame físico. Deve fazer parte da investigação inicial desta paciente, EXCETO:

Alternativas

  1. A) Eletrocardiograma
  2. B) Sódio
  3. C) Glicemia
  4. D) Eletroencefalograma
  5. E) Ureia

Pérola Clínica

Perda de consciência breve em paciente com comorbidades → investigar causas metabólicas/cardíacas antes de EEG.

Resumo-Chave

Em um paciente com perda de consciência breve e fatores de risco como hipertensão, diabetes e doença renal crônica, a investigação inicial deve focar em causas agudas e reversíveis, como distúrbios metabólicos (hipoglicemia, hiperglicemia, uremia, distúrbios eletrolíticos) e cardiovasculares (arritmias). O eletroencefalograma (EEG) é um exame complementar para investigação de epilepsia, mas não é a prioridade na fase aguda de uma primeira crise ou evento sincopal, especialmente sem sinais neurológicos focais.

Contexto Educacional

A perda de consciência breve é uma queixa comum na emergência e exige uma abordagem diagnóstica sistemática, especialmente em pacientes com múltiplas comorbidades. A etiologia pode ser variada, incluindo causas cardiovasculares (síncope), neurológicas (crises epilépticas), metabólicas (hipoglicemia, uremia, distúrbios eletrolíticos) e outras. A história clínica detalhada e o exame físico são fundamentais para direcionar a investigação. A investigação inicial deve focar em causas agudas e potencialmente reversíveis. Exames como glicemia capilar, eletrólitos (sódio, potássio), ureia e creatinina são essenciais para descartar distúrbios metabólicos. O eletrocardiograma (ECG) é mandatório para identificar arritmias ou outras patologias cardíacas que possam causar síncope. A ausência de sinais neurológicos focais e a breve duração do evento sugerem uma causa não epiléptica ou uma crise convulsiva generalizada sem lesão estrutural subjacente. O tratamento na emergência é direcionado à causa subjacente. O eletroencefalograma (EEG), embora importante para o diagnóstico de epilepsia, não é um exame de primeira linha na fase aguda de uma perda de consciência, especialmente quando há suspeita de causas metabólicas ou cardíacas. Ele é mais útil para a investigação de epilepsia crônica ou para caracterizar crises convulsivas recorrentes, após a estabilização do paciente e exclusão de outras etiologias.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais causas de perda de consciência breve em um paciente com comorbidades?

As principais causas incluem distúrbios metabólicos (hipoglicemia, uremia, desequilíbrio eletrolítico), causas cardiovasculares (arritmias, síncope vasovagal) e, menos comumente, crises epilépticas.

Por que o eletrocardiograma (ECG) é importante na investigação inicial de perda de consciência?

O ECG é crucial para identificar arritmias cardíacas ou outras condições cardíacas que podem levar à síncope, uma causa comum de perda de consciência breve.

Quando o eletroencefalograma (EEG) é indicado na investigação de eventos de perda de consciência?

O EEG é mais indicado após a exclusão de causas metabólicas e cardiovasculares, ou em casos de suspeita de epilepsia, especialmente para caracterizar o tipo de crise e guiar o tratamento a longo prazo, não sendo um exame de primeira linha na emergência.

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