PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2021
Mulher de 73 anos foi levada à UPA após apresentar perda súbita da consciência, com recuperação total após 1 minuto. Estava sentada almoçando e não apresentou sintomas antes ou após o evento. A filha observou discretas contrações no antebraço direito, por alguns segundos. É portadora de hipertensão arterial sistêmica e insuficiência cardíaca, condições bem controladas no momento. Ao exame, PA 120x78mmHg, FC 76bpm, FR 14ipm, SpO2 98% (em ar ambiente). Sem anormalidades aos exames respiratório, cardiovascular, abdominal e neurológico. A propedêutica inicial MAIS ADEQUADA é:
Síncope súbita em idoso + HAS/IC controladas + sem pródromos/pós-ictais → ECG para arritmias cardíacas.
A síncope em idosos, especialmente com histórico de HAS e IC, mesmo que controladas, deve levantar a suspeita de causa cardíaca, como arritmias. O eletrocardiograma é o exame inicial mais importante para rastrear essas condições, mesmo na ausência de sintomas cardíacos evidentes.
A síncope, definida como perda súbita e transitória da consciência com recuperação espontânea, é um sintoma comum e desafiador, especialmente em idosos. A prevalência aumenta com a idade, e a etiologia pode ser multifatorial. Em pacientes idosos com comorbidades como hipertensão arterial e insuficiência cardíaca, a síncope cardiogênica, frequentemente por arritmias, é uma causa importante e potencialmente fatal que deve ser prontamente investigada. A fisiopatologia da síncope envolve uma hipoperfusão cerebral transitória. No caso da síncope cardiogênica, isso pode ser devido a bradiarritmias (ex: bloqueios atrioventriculares, disfunção do nó sinusal) ou taquiarritmias (ex: taquicardia ventricular). A história clínica detalhada, incluindo pródromos, circunstâncias do evento e tempo de recuperação, é fundamental. A presença de discretas contrações pode ser um fenômeno anóxico e não necessariamente epiléptico. A propedêutica inicial mais adequada para síncope em idosos com histórico cardíaco é o eletrocardiograma (ECG). Ele pode revelar arritmias, isquemia, hipertrofia ventricular ou outras alterações que justifiquem a síncope. Outros exames como monitorização ambulatorial (Holter), ecocardiograma, teste de inclinação (tilt test) ou estudo eletrofisiológico podem ser necessários dependendo dos achados do ECG e da suspeita clínica.
O ECG é crucial para identificar arritmias (bradiarritmias, taquiarritmias), bloqueios de condução, isquemia miocárdica ou outras alterações estruturais que podem ser a causa da síncope, mesmo em pacientes assintomáticos.
As causas mais comuns incluem síncope vasovagal, hipotensão ortostática, síncope cardiogênica (arritmias, doenças estruturais), e síncope cerebrovascular. A etiologia cardíaca é mais prevalente e grave em idosos.
O EEG é indicado se houver suspeita de crise epiléptica (especialmente se houver movimentos tônico-clônicos prolongados ou período pós-ictal). O Doppler de carótidas é útil se houver suspeita de doença cerebrovascular, como AIT, mas geralmente não é a primeira linha para síncope isolada.
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