CEOQ - Centro Especializado Oftalmológico Queiroz (BA) — Prova 2020
Paciente feminina, obesa, multípara, 46 anos, após alimentação copiosa apresentou dor abdominal tipo cólica, há 8 horas, sem melhora com uso de anti-espasmódico. Nega febre. Procurou o pronto-socorro onde foi medicada com alívio parcial dos sintomas. Ao exame físico apresentava-se em bom estado geral, hidratada, corada, anictérica. Sem alterações cardiopulmonares. Abdome com ruídos presente, dor a palpação de hipocôndrio direito, com pausa inspiratória à palpação profunda desta região. Submeteu-se a ecografia de abdome que evidenciou imagem hiperecoica impactada em infundíbulo vesicular, com sombra acústica posterior, de 40 mm, com espessura da parede vesicular de 8 mm. O sinal semiológico relatado no caso acima é descrito como:
Dor em hipocôndrio direito + pausa inspiratória à palpação profunda = Sinal de Murphy.
O Sinal de Murphy é um achado semiológico clássico na colecistite aguda, caracterizado por uma interrupção súbita da inspiração profunda durante a palpação do hipocôndrio direito, devido à dor causada pela inflamação da vesícula biliar.
A colecistite aguda é uma inflamação da vesícula biliar, geralmente causada pela obstrução do ducto cístico por um cálculo biliar. É uma condição comum, especialmente em mulheres, obesas, multíparas e com idade acima de 40 anos (os "quatro Fs": female, fat, forty, fertile). A dor abdominal tipo cólica no hipocôndrio direito, muitas vezes pós-prandial, é o sintoma cardinal. O exame físico é fundamental para o diagnóstico. O Sinal de Murphy é um achado semiológico clássico e altamente sugestivo de colecistite aguda. Ele é elicido pela palpação profunda do hipocôndrio direito durante a inspiração, que causa dor súbita e interrupção da respiração devido ao contato da vesícula inflamada com a mão do examinador. A ausência de febre inicial não exclui o diagnóstico, pois a febre pode surgir mais tardiamente. A ultrassonografia abdominal é o exame de imagem de escolha para confirmar o diagnóstico, evidenciando cálculos impactados no infundíbulo ou ducto cístico, espessamento da parede vesicular (>3-4 mm), líquido perivesicular e, por vezes, um Murphy ultrassonográfico. O tratamento definitivo é a colecistectomia, preferencialmente laparoscópica, que deve ser realizada precocemente na mesma internação para evitar complicações como perfuração ou empiema vesicular.
Os sintomas incluem dor intensa e persistente no hipocôndrio direito, que pode irradiar para o ombro ou dorso, náuseas, vômitos e, em alguns casos, febre e calafrios.
O examinador palpa o hipocôndrio direito, pedindo ao paciente para inspirar profundamente. Se houver dor súbita e interrupção da inspiração, o sinal é positivo.
A ultrassonografia abdominal é o exame de escolha, evidenciando cálculos biliares impactados, espessamento da parede vesicular, líquido perivesicular e, por vezes, Murphy ultrassonográfico. Exames laboratoriais podem mostrar leucocitose e elevação de PCR.
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