FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2026
Um examinador realizou uma compressão da fossa ilíaca direita, com um paciente em decúbito dorsal. Ao mesmo tempo, o paciente era instruído a elevar o membro inferior direito estendido. Sinal positivo: o paciente referiu uma dor intensa durante a elevação da perna, indicando irritação peritoneal localizada. Com base nesse caso clínico hipotético, é correto afirmar que essa descrição semiológica, na avaliação de apendicite aguda, recebe o nome de:
Sinal de Lapinsky = dor à compressão da FID + elevação do membro inferior direito estendido.
O sinal de Lapinsky indica irritação peritoneal localizada na fossa ilíaca direita, sendo uma manobra útil no diagnóstico diferencial da apendicite aguda.
A semiologia abdominal permanece como o pilar fundamental no diagnóstico da apendicite aguda, uma das causas mais comuns de abdome agudo cirúrgico. O Sinal de Lapinsky, embora menos citado que o de Blumberg, é uma ferramenta valiosa para evidenciar a irritação do peritônio parietal na fossa ilíaca direita. A fisiopatologia envolve o contato do apêndice inflamado com a parede abdominal, onde a manobra de elevar a perna aumenta a pressão intra-abdominal e a tensão muscular sobre a área sensibilizada. O conhecimento de epônimos e manobras específicas é essencial para o médico residente, pois permite uma descrição técnica precisa em prontuários e discussões clínicas, além de aumentar a acurácia diagnóstica à beira do leito.
O Sinal de Lapinsky é caracterizado pela dor referida pelo paciente na fossa ilíaca direita (FID) quando o examinador realiza a compressão manual desta região simultaneamente à elevação ativa do membro inferior direito estendido pelo paciente. Esta manobra aumenta a tensão sobre o peritônio parietal e as estruturas adjacentes inflamadas, sendo um indicativo clássico de apendicite aguda. É fundamental para o diagnóstico clínico, auxiliando na identificação de processos inflamatórios localizados que podem não ser tão evidentes apenas com a palpação simples ou descompressão brusca.
Embora ambos envolvam a movimentação do membro inferior direito, a técnica difere. O Sinal do Psoas é a dor à extensão passiva da coxa direita (com o paciente em decúbito lateral esquerdo) ou à flexão ativa contra resistência, sugerindo apêndice retrocegal. Já o Sinal de Lapinsky exige a compressão manual da fossa ilíaca direita concomitante à elevação da perna estendida. Ambos indicam irritação peritoneal, mas o Lapinsky combina palpação e manobra muscular para exacerbar a dor localizada.
A apendicite aguda é um diagnóstico primordialmente clínico. Sinais como Lapinsky, Blumberg (descompressão dolorosa), Rovsing (dor na FID à palpação da FIE) e o sinal do Obturador compõem o arsenal do exame físico que permite estratificar o risco do paciente. Em serviços com recursos limitados ou em casos típicos, a presença desses sinais pode autorizar a indicação cirúrgica imediata, reduzindo o tempo de isquemia e o risco de perfuração apendicular.
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