Gestação Gemelar: Corionicidade e Sinal de Lâmbda

IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2024

Enunciado

A gestação gemelar é associada a risco aumentado de complicações maternas e fetais. Nesse aspecto, sobre esse tipo de gestação é correto afirmar que

Alternativas

  1. A) o sinal de lâmbda, que define a gravidez dicoriônica, está presente até 15 semanas em todas as gestações dicoriônicas, porém, em idades gestacionais mais avançadas, sua presença é menor.
  2. B) a corionicidade pode ser definida com mais acurácia, próxima a 100%, no período entre 14 semanas e 19 semanas e 6 dias.
  3. C) gêmeos unidos são resultantes de falha na separação completa dos embriões, quando esse processo de divisão ocorre tardiamente, entre o 8° e o 10° dia após a fertilização.
  4. D) o melhor parâmetro para determinar a idade gestacional nas gestações múltiplas é o comprimento cabeça-nádega (CCN) do menor embrião.
  5. E) gestações monozigóticas resultam da divisão de massa embrionária inicial comum, gerando produtos conceptuais com carga genética idêntica. Isso representa menos de 10% das gestações gemelares naturalmente concebidas.

Pérola Clínica

Sinal de lâmbda define dicoriônica; melhor visualizado até 15 semanas. Corionicidade = prognóstico.

Resumo-Chave

A determinação da corionicidade é crucial para o manejo da gestação gemelar, pois define os riscos e o acompanhamento. O sinal de lâmbda é um marcador ultrassonográfico de dicorionicidade, sendo mais evidente no primeiro trimestre e diminuindo sua sensibilidade com o avanço da gestação.

Contexto Educacional

A gestação gemelar, embora fascinante, acarreta riscos maternos e fetais significativamente maiores do que a gestação única. A correta determinação da corionicidade é o pilar do manejo, influenciando a frequência do acompanhamento e a vigilância para complicações como a síndrome de transfusão feto-fetal (STFF) em gestações monocoriônicas. O sinal de lâmbda é um marcador ultrassonográfico crucial para identificar a dicorionicidade, sendo mais fidedigno no primeiro trimestre da gestação. O diagnóstico precoce da corionicidade, idealmente até 14 semanas, permite estratificar o risco e planejar o acompanhamento adequado. Gestações dicoriônicas, mesmo que monozigóticas, geralmente têm um prognóstico melhor do que as monocoriônicas. A falha na identificação da corionicidade pode levar a um manejo inadequado e a desfechos perinatais adversos. A idade gestacional em gestações múltiplas é preferencialmente determinada pelo comprimento cabeça-nádega (CCN) do maior embrião, para evitar subestimar a idade em caso de restrição de crescimento precoce. O conhecimento aprofundado sobre a embriologia das gestações múltiplas, os marcadores ultrassonográficos e as complicações específicas de cada tipo de corionicidade é essencial para o residente. A compreensão de que a sensibilidade do sinal de lâmbda diminui com o tempo e que a monozigose não implica necessariamente em monocorionicidade são pontos-chave para a prática clínica e para as provas de residência.

Perguntas Frequentes

Qual a importância do sinal de lâmbda na gestação gemelar?

O sinal de lâmbda (ou twin-peak sign) é um achado ultrassonográfico que indica dicorionicidade, ou seja, cada feto possui sua própria placenta e saco amniótico. Sua identificação precoce é fundamental para classificar a gestação e prever riscos.

Quando a corionicidade é definida com maior acurácia?

A corionicidade é definida com maior acurácia no primeiro trimestre, idealmente entre 11 e 14 semanas de gestação. Após esse período, a sensibilidade dos marcadores ultrassonográficos, como o sinal de lâmbda, diminui, dificultando a classificação.

Quais as implicações da monozigose na gestação gemelar?

Gestações monozigóticas resultam da divisão de um único zigoto, gerando fetos com carga genética idêntica. Dependendo do momento da divisão, podem ser dicoriônicas-diamnióticas, monocoriônicas-diamnióticas ou monocoriônicas-monoamnióticas, com riscos crescentes de complicações como síndrome de transfusão feto-fetal.

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