HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2025
A gestação gemelar é definida pela presença simultânea de dois ou mais fetos dentro do útero ou fora dele.Sobre a gestação gemelar, assinale a alternativa correta.
Sinal do Lambda (λ) na ultrassonografia = gestação Dicoriônica; Sinal do T = gestação Monocoriônica.
A determinação da corionicidade no primeiro trimestre é crucial no manejo da gestação gemelar. O sinal do Lambda (ou 'twin peak sign') representa a projeção de tecido coriônico na base da membrana interamniótica, sendo um marcador ultrassonográfico confiável de gestação dicoriônica, que possui menor risco de complicações.
A gestação gemelar representa um desafio na prática obstétrica devido ao aumento dos riscos maternos e fetais. A etapa mais importante no manejo inicial é a determinação da corionicidade, ou seja, o número de placentas (córions). A corionicidade, e não a zigosidade (número de zigotos), é o principal preditor de complicações, sendo as gestações monocoriônicas (uma placenta) as de maior risco. A ultrassonografia realizada no primeiro trimestre, idealmente entre 11 e 14 semanas, é o método padrão-ouro para determinar a corionicidade com alta acurácia. Dois sinais clássicos são utilizados: o sinal do Lambda e o sinal do T. O sinal do Lambda, ou 'twin peak sign', é caracterizado por uma projeção triangular de tecido placentário na base da membrana que separa os fetos, indicando uma gestação dicoriônica e diamniótica (duas placentas, duas bolsas amnióticas). Por outro lado, o sinal do T representa a inserção fina da membrana interamniótica na placenta, formando um ângulo de 90 graus, o que é característico de uma gestação monocoriônica. A identificação correta é fundamental, pois gestações monocoriônicas necessitam de vigilância intensiva para detecção precoce de complicações como a Síndrome de Transfusão Feto-Fetal (STFF), restrição de crescimento seletiva e sequência anemia-policitemia (TAPS).
O sinal do Lambda, também conhecido como 'twin peak sign', indica uma gestação dicoriônica e diamniótica. Ele representa a inserção da espessa membrana interamniótica na placenta, com uma projeção de tecido coriônico entre as duas camadas de âmnio, formando uma imagem triangular que se assemelha à letra grega lambda (λ).
Uma gestação monocoriônica, identificada pelo 'sinal do T' (inserção fina da membrana na placenta), possui maior risco de complicações, como a Síndrome de Transfusão Feto-Fetal (STFF). A conduta envolve um acompanhamento pré-natal mais rigoroso, com ultrassonografias seriadas a cada 2 semanas a partir de 16 semanas para rastreio ativo dessas complicações.
Sim. Embora a maioria das gestações dicoriônicas seja dizigótica (dois óvulos e dois espermatozoides), cerca de um terço das gestações monozigóticas (um óvulo e um espermatozoide) podem ser dicoriônicas. Isso ocorre quando a divisão do zigoto acontece muito precocemente, nos primeiros 3 dias após a fertilização.
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