Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2015
Feliz por descobrir a gravidez em exame de sangue, embora bastante nauseada, uma gestante vai realizar sua primeira ultrassonografia. A idade gestacional cronológica é de 11 semanas. Para sua surpresa, a análise ultrassonográfica revela dois fetos com comprimentos crânio-nádega compatíveis também com 11 semanas, e mostra ainda sinal do lambda no território placentário. Com base nesses achados, é possível afirmar que;
Sinal do lambda → gestação dicoriônica (sempre dizigótica ou monozigótica com clivagem precoce < 4º dia).
O sinal do lambda (ou twin peak sign) na ultrassonografia é um achado característico de gestação dicoriônica diamniótica. Isso significa que há duas placentas (ou uma fusionada com dois córios distintos) e duas bolsas amnióticas. Gestações dicoriônicas podem ser dizigóticas (fraternas) ou monozigóticas (idênticas) se a clivagem do zigoto ocorreu muito precocemente, até o 3º-4º dia pós-fecundação.
A gestação gemelar é um evento de alta complexidade obstétrica, e a determinação da corionicidade e amnionicidade é o fator prognóstico mais importante. O sinal do lambda, também conhecido como 'twin peak sign', é um achado ultrassonográfico crucial que, quando presente, indica uma gestação dicoriônica diamniótica. Isso significa que cada feto possui sua própria placenta (ou placentas fusionadas, mas com córios distintos) e sua própria bolsa amniótica. Este sinal é melhor visualizado no primeiro trimestre, idealmente entre 10 e 14 semanas de gestação. Uma gestação dicoriônica pode ser dizigótica (gêmeos fraternos, que são sempre dicoriônicos) ou monozigótica (gêmeos idênticos). No caso de gêmeos monozigóticos, a dicorionicidade ocorre quando a clivagem do zigoto acontece muito precocemente, até o terceiro ou quarto dia após a fecundação, antes da diferenciação do córion. Após esse período, a clivagem resultaria em gestações monocoriônicas, com riscos significativamente maiores de complicações como a Síndrome de Transfusão Feto-Fetal (STFF) e entrelaçamento dos cordões (em gestações monoamnióticas). O reconhecimento do sinal do lambda permite classificar a gestação como de menor risco em comparação com as monocoriônicas, embora ainda exija acompanhamento mais rigoroso que uma gestação única. A compreensão da corionicidade é fundamental para o planejamento do acompanhamento pré-natal, a identificação precoce de complicações e a definição do momento e via de parto mais adequados.
O sinal do lambda (ou twin peak sign) é um achado ultrassonográfico que indica uma gestação dicoriônica diamniótica. Ele é formado pela projeção de tecido placentário em forma de triângulo na base da membrana intergemelar, confirmando a presença de dois córios distintos.
Se a clivagem ocorre até o 3º-4º dia pós-fecundação, a gestação será dicoriônica diamniótica. Se ocorre entre o 4º e o 8º dia, será monocoriônica diamniótica. Após o 8º dia, monocoriônica monoamniótica. Após o 13º dia, pode resultar em gêmeos conjugados.
Gestações monocoriônicas apresentam riscos significativamente maiores devido à presença de anastomoses vasculares na placenta única, que podem levar a complicações como a Síndrome de Transfusão Feto-Fetal (STFF), Restrição Seletiva de Crescimento Fetal (RSCF) e Síndrome de Sequência de Anemia-Policitemia (SAP).
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