CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2023
Gestante comparece a consulta de rotina do pré-natal, apresentando ultrassom evidenciando gestação gemelar com sinal do T invertido. Provavelmente é uma gemelaridade:
Sinal do T invertido no USG gemelar → Monocoriônica/diamniótica (risco de STFF).
O sinal do "T invertido" no ultrassom de gestação gemelar indica a presença de uma fina membrana interamniótica que se insere perpendicularmente na placenta, caracterizando uma gestação monocoriônica e diamniótica. Este tipo de gemelaridade tem riscos específicos, como a Síndrome da Transfusão Feto-Fetal (STFF).
A gestação gemelar representa um desafio obstétrico devido ao aumento significativo das taxas de morbimortalidade materna e perinatal. A correta determinação da corionicidade e amnionicidade é o passo mais importante no manejo pré-natal, pois define os riscos e a frequência do acompanhamento. O ultrassom de primeiro trimestre é a ferramenta diagnóstica essencial para essa avaliação. O sinal do "T invertido" é um achado ultrassonográfico característico da gestação monocoriônica diamniótica. Ele é visualizado quando a membrana interamniótica é fina e se insere perpendicularmente na superfície placentária, formando um "T". Este tipo de gestação, embora com dois sacos amnióticos, compartilha uma única placenta, o que predispõe a complicações como a Síndrome da Transfusão Feto-Fetal (STFF), que ocorre em 10-15% dos casos e requer monitoramento rigoroso. Em contraste, a gestação dicoriônica diamniótica é identificada pelo "sinal do lambda" (ou "twin peak sign"), onde a membrana interamniótica se insere na placenta de forma mais espessa e triangular, indicando placentas separadas ou fusionadas. A gestação monocoriônica monoamniótica, a mais rara e de maior risco, não apresenta membrana interamniótica. O conhecimento desses sinais é vital para o planejamento do pré-natal e a antecipação de possíveis intercorrências.
Na gestação dicoriônica, cada feto tem sua própria placenta e saco amniótico (dois córios, dois âmnios). Na monocoriônica, os fetos compartilham uma única placenta, mas podem ter sacos amnióticos separados (monocoriônica diamniótica) ou um único saco (monocoriônica monoamniótica).
A determinação da corionicidade é crucial para o manejo da gestação gemelar, pois gestações monocoriônicas apresentam riscos significativamente maiores de complicações, como Síndrome da Transfusão Feto-Fetal (STFF), restrição de crescimento seletiva e óbito fetal.
O sinal do lambda (ou "twin peak sign") é uma projeção triangular de tecido placentário que se estende para a membrana interamniótica, indicando uma gestação dicoriônica. O sinal do T invertido, por sua vez, é a inserção perpendicular da membrana interamniótica na placenta, característico da gestação monocoriônica diamniótica.
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