Sinal do T Invertido: Classificação de Gestações Gemelares

CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2021

Enunciado

O sinal ultrassonográfico do T invertido em gestações gemelares geralmente é encontrado em

Alternativas

  1. A) Monocoriônica / Diamniótica.
  2. B) Monocoriônica / Monoamniótica.
  3. C) Dicoriônica / Diamniótica.
  4. D) Gêmeos unidos.

Pérola Clínica

Sinal do T invertido no ultrassom gemelar → gestação monocoriônica diamniótica, indicando risco aumentado de complicações.

Resumo-Chave

O sinal do T invertido (ou sinal do T) na ultrassonografia de gestações gemelares é um marcador de monocorionicidade diamniótica. Ele é formado pela inserção reta das membranas amnióticas na placenta, sem a projeção de tecido coriônico que caracterizaria o sinal do lambda das gestações dicoriônicas.

Contexto Educacional

A classificação da gestação gemelar quanto à corionicidade (número de placentas) e amnionicidade (número de bolsas amnióticas) é um dos aspectos mais importantes no manejo pré-natal, pois determina o risco de complicações e a frequência do acompanhamento. O diagnóstico precoce, idealmente no primeiro trimestre por ultrassonografia, é fundamental para guiar a conduta. O sinal do T invertido é um achado ultrassonográfico característico de gestações monocoriônicas diamnióticas. Neste tipo de gestação, os gêmeos compartilham uma única placenta, mas cada um possui sua própria bolsa amniótica. A inserção das membranas amnióticas na placenta forma um ângulo reto, assemelhando-se a um 'T' invertido, sem a presença do tecido coriônico que se projeta nas gestações dicoriônicas. Em contraste, as gestações dicoriônicas diamnióticas, que possuem duas placentas (ou uma única placenta com dois córios distintos), apresentam o 'sinal do lambda' (ou sinal do pico), onde há uma projeção triangular de tecido coriônico na base da inserção das membranas. A distinção entre esses sinais é vital para o residente, pois gestações monocoriônicas têm riscos muito maiores de complicações como a Síndrome de Transfusão Feto-Fetal (STFF), restrição de crescimento seletiva e óbito fetal, exigindo um protocolo de vigilância e intervenção mais intensivo.

Perguntas Frequentes

O que o sinal do T invertido indica em uma gestação gemelar?

O sinal do T invertido indica uma gestação gemelar monocoriônica diamniótica. Isso significa que os gêmeos compartilham a mesma placenta (monocoriônica), mas possuem bolsas amnióticas separadas (diamniótica), com as membranas se inserindo perpendicularmente na placenta.

Qual a importância de diferenciar a corionicidade e amnionicidade em gestações gemelares?

A diferenciação é crucial para o manejo da gestação, pois gestações monocoriônicas apresentam riscos significativamente maiores de complicações, como a Síndrome de Transfusão Feto-Fetal (STFF), restrição de crescimento seletiva e óbito fetal, exigindo monitoramento mais rigoroso.

Qual a diferença entre o sinal do T invertido e o sinal do lambda?

O sinal do T invertido é visto em gestações monocoriônicas diamnióticas, onde as membranas se inserem de forma reta na placenta. O sinal do lambda (ou sinal do pico) é característico de gestações dicoriônicas diamnióticas, onde há uma projeção triangular de tecido coriônico na base da inserção das membranas, indicando placentas separadas ou uma única placenta com dois córios distintos.

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