ENARE/ENAMED — Prova 2025
Um paciente de 70 anos apresenta quadro de pancreatite aguda grave. Nota-se, além de distensão abdominal, a presença de equimose na região periumbilical. O nome desse sinal semiológico é sinal de:
Equimose Periumbilical = Sinal de Cullen; Equimose em Flancos = Sinal de Grey-Turner.
Sinais de Cullen e Grey-Turner indicam hemorragia retroperitoneal e estão associados a quadros de pancreatite aguda grave e necrosante.
A pancreatite aguda é uma condição inflamatória do pâncreas que varia de formas leves a quadros graves com falência orgânica. A presença de sinais cutâneos de hemorragia retroperitoneal, como o Sinal de Cullen (equimose periumbilical) e o Sinal de Grey-Turner (equimose nos flancos), reflete a gravidade da autodigestão pancreática e a extensão da necrose hemorrágica. Esses sinais semiológicos mantêm sua relevância como indicadores de alerta no exame físico. Clinicamente, o aparecimento dessas manchas equimóticas geralmente ocorre 48 a 72 horas após o início dos sintomas. O manejo desses pacientes exige terapia intensiva e monitoramento rigoroso de complicações locais e sistêmicas.
O sinal é causado pela difusão de sangue do retroperitônio para o tecido subcutâneo da parede abdominal anterior através do ligamento falciforme. É um marcador de gravidade em pancreatites, mas também pode ocorrer em gravidez ectópica rota.
Embora clássicos, os sinais de Cullen e Grey-Turner são pouco frequentes (presentes em <3% dos casos). Quando presentes, indicam pancreatite necrosante hemorrágica e estão associados a uma taxa de mortalidade elevada.
Além de Cullen (periumbilical) e Grey-Turner (flancos), existe o Sinal de Fox (equimose na região do ligamento inguinal), também indicativo de sangue no espaço retroperitoneal ou pélvico.
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