Santa Casa de Barra Mansa (RJ) — Prova 2021
Equimoses na região periumbilical e nos flancos podem ser achados no exame físico de paciente com pancreatite aguda. Esses sinais são caracterizados respectivamente como:
Pancreatite aguda grave → Equimose periumbilical = Sinal de Cullen; Equimose nos flancos = Sinal de Gray-Turner.
Os sinais de Cullen e Gray-Turner são achados raros, mas importantes, no exame físico de pacientes com pancreatite aguda grave. Eles indicam hemorragia retroperitoneal e necrose pancreática extensa, sendo marcadores de um prognóstico mais reservado e de uma doença mais severa.
A pancreatite aguda é uma inflamação do pâncreas que pode variar de leve a grave, com potencial para complicações sistêmicas e locais. Os sinais de Cullen e Gray-Turner são manifestações cutâneas de hemorragia retroperitoneal, que ocorre quando as enzimas pancreáticas ativadas extravasam para o espaço retroperitoneal, digerindo tecidos e vasos sanguíneos. Essa hemorragia pode se manifestar na pele através de planos fasciais. O sinal de Cullen é a equimose periumbilical, enquanto o sinal de Gray-Turner é a equimose nos flancos. Embora raros, sua presença é um indicador de pancreatite aguda grave, com necrose pancreática extensa e maior risco de morbimortalidade. O diagnóstico da pancreatite aguda é feito com base em dor abdominal característica, elevação de enzimas pancreáticas (amilase e lipase) e achados de imagem (tomografia computadorizada). A identificação desses sinais no exame físico deve alertar o médico para a gravidade do quadro e a necessidade de monitoramento intensivo. O tratamento da pancreatite aguda é principalmente de suporte, incluindo hidratação venosa agressiva, analgesia e controle de náuseas e vômitos. Em casos graves, pode ser necessária internação em UTI, suporte nutricional e manejo de complicações como infecção da necrose pancreática ou falência de múltiplos órgãos.
Ambos os sinais indicam a presença de hemorragia retroperitoneal, que se manifesta na pele como equimoses. Eles são observados em casos de pancreatite aguda grave, geralmente associados a necrose pancreática extensa e extravasamento de enzimas pancreáticas para o retroperitônio.
O sinal de Cullen é a presença de equimose (mancha roxa) na região periumbilical (ao redor do umbigo), enquanto o sinal de Gray-Turner é a equimose localizada nos flancos (laterais do abdome e dorso). Ambos são manifestações de sangramento retroperitoneal.
Não, os sinais de Cullen e Gray-Turner são achados raros, ocorrendo em menos de 1% dos casos de pancreatite aguda. Sua presença, no entanto, é um forte indicador de gravidade da doença e de um prognóstico desfavorável, alertando para a necessidade de manejo intensivo.
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