Sinal de Courvoisier-Terrier: Diagnóstico e Implicações Clínicas

UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2022

Enunciado

Um senhor de 70 anos está internado com uma síndrome consumptiva; apresenta icterícia e uma massa visível, palpável e indolor na topografia do ponto cístico. O sinal semiológico encontrado e um diagnóstico compatível seriam:

Alternativas

  1. A) Sinal de Courvoisier-Terrier; neoplasia de cabeça de pâncreas.
  2. B) Sinal de Courvoisier-Terrier; neoplasia de calda de pâncreas.
  3. C) Sinal de Faget; neoplasia de cabeça de pâncreas.
  4. D) Sinal de Faget; neoplasia de calda de pâncreas.
  5. E) Sinal de Courvoisier-Terrier; neoplasia de vesícula biliar.

Pérola Clínica

Icterícia indolor + vesícula palpável e indolor = Sinal de Courvoisier-Terrier → neoplasia cabeça de pâncreas.

Resumo-Chave

O Sinal de Courvoisier-Terrier é caracterizado pela presença de icterícia obstrutiva indolor e uma vesícula biliar palpável e indolor. É classicamente associado a neoplasias que obstruem o ducto biliar comum distalmente, como o câncer de cabeça de pâncreas, e menos comumente a cálculos biliares, que geralmente causam inflamação e fibrose da vesícula.

Contexto Educacional

O Sinal de Courvoisier-Terrier é um achado semiológico clássico e de grande importância na propedêutica abdominal, especialmente em pacientes com icterícia. Ele se manifesta como uma vesícula biliar palpável, distendida e indolor, em um paciente com icterícia obstrutiva também indolor. Sua presença sugere fortemente uma obstrução maligna do ducto biliar comum distal, sendo o adenocarcinoma de cabeça de pâncreas a causa mais comum. A fisiopatologia por trás do sinal reside na ausência de inflamação crônica prévia da vesícula biliar. Em casos de obstrução maligna, a vesícula não sofre fibrose e, portanto, pode distender-se livremente devido ao acúmulo de bile. Em contraste, na colelitíase crônica, a inflamação e fibrose da parede vesicular impedem essa distensão, tornando a vesícula impalpável ou dolorosa. A icterícia é indolor porque a obstrução é progressiva e não associada a espasmos ou inflamação aguda. Para residentes, reconhecer o Sinal de Courvoisier-Terrier é crucial, pois direciona a investigação para neoplasias pancreáticas ou biliares, que exigem diagnóstico e tratamento precoces devido à sua agressividade. A presença de síndrome consumptiva associada reforça a suspeita de malignidade avançada, tornando a avaliação rápida e precisa fundamental para o prognóstico do paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são as características do Sinal de Courvoisier-Terrier?

O Sinal de Courvoisier-Terrier é caracterizado por icterícia obstrutiva indolor e uma vesícula biliar palpável e indolor, geralmente distendida.

Qual a principal causa do Sinal de Courvoisier-Terrier?

A principal causa é a obstrução do ducto biliar comum por uma neoplasia maligna, mais frequentemente um câncer de cabeça de pâncreas ou de via biliar distal.

Por que cálculos biliares raramente causam o Sinal de Courvoisier-Terrier?

Cálculos biliares geralmente causam inflamação crônica da vesícula, levando à fibrose e impedindo sua distensão e palpação, além de frequentemente causarem dor.

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