UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2024
O sinal de Courvoisier-Terrier é melhor definido por
Sinal de Courvoisier-Terrier = vesícula palpável, indolor + icterícia → obstrução biliar distal maligna.
O sinal de Courvoisier-Terrier sugere uma obstrução biliar distal, geralmente por uma causa maligna (como câncer de cabeça de pâncreas), que impede a vesícula de se contrair e esvaziar, levando à sua distensão e palpação indolor, associada à icterícia.
O sinal de Courvoisier-Terrier é um achado clínico importante na avaliação de pacientes com icterícia. Ele se manifesta como uma vesícula biliar palpável, distendida e geralmente indolor, em um paciente ictérico. Este sinal é altamente sugestivo de uma obstrução biliar distal causada por uma neoplasia maligna, mais comumente um câncer de cabeça de pâncreas ou um colangiocarcinoma. A fisiopatologia por trás deste sinal reside no fato de que, em obstruções malignas, a vesícula biliar não possui inflamações prévias que a tornariam fibrótica e incapaz de distender. Assim, a pressão retrógrada da bile acumulada leva à sua distensão progressiva. A ausência de dor significativa diferencia-o de obstruções por cálculos biliares (coledocolitíase), onde a vesícula geralmente é fibrótica e a inflamação aguda causa dor intensa. Para residentes, reconhecer o sinal de Courvoisier-Terrier é um alerta para a necessidade de investigação urgente de malignidade. A presença deste sinal deve direcionar a propedêutica para exames de imagem como ultrassonografia abdominal, tomografia computadorizada ou ressonância magnética, a fim de identificar a causa da obstrução e iniciar o manejo adequado.
O sinal de Courvoisier-Terrier é caracterizado pela presença de uma vesícula biliar palpável, distendida e geralmente indolor, em um paciente que apresenta icterícia.
A causa mais comum do sinal de Courvoisier-Terrier é uma obstrução biliar distal de origem maligna, como o câncer de cabeça de pâncreas ou colangiocarcinoma, que impede o fluxo de bile sem causar inflamação prévia da vesícula.
A vesícula é indolor porque a obstrução é geralmente progressiva e não está associada a um processo inflamatório agudo da parede da vesícula (colecistite), permitindo sua distensão sem dor significativa.
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